segunda-feira, 17 de setembro de 2012

"Desejo Subtil", Lisa Kleypas


Ficha técnica de: Desejo Subtil
Titulo original: Secrets of a Summer Night
Autor: Lia Kleypas
Data da Publicação: 03/2012
Editora: 5 Sentidos
IBSN: 9789720043962
Páginas: 336
PVP (em euros): 14,40

“Desesperada, só pedia que ele não a tocasse, que mantivesse a promessa de não a seduzir. Porque, caso contrário… não estava nada certa de conseguir resistir.
Quatro jovens da sociedade elegante de Londres partilham um objetivo comum: usar os seus encantos femininos para arranjarem marido. E assim nasce um ousado esquema de sedução e conquista. A delicada aristocrata Annabelle Peyton, determinada a salvar a família da desgraça, decide usar a sua beleza e inteligência para seduzir um nobre endinheirado. Mas o admirador mais intrigante e persistente de Annabelle – o plebeu arrogante e ambicioso Simon Hunt – deixa bem claro que tenciona arruinar-lhe os planos, iniciando-a nos mais escandalosos prazeres da carne.
Annabelle está decidida a resistir, mas a tarefa parece impossível perante uma sedução tão implacável… e o desejo descontrolado que desde logo a incendeia.
Por fim, numa noite escaldante de verão, Annabelle sucumbe aos beijos tentadores de Simon, descobrindo que, afinal, o amor é o jogo mais perigoso de todos.”



No meio de tantos livros históricos que têm sido editados ultimamente, este é um dos que se destaca pelo um enredo distinto e personagens incomuns numa sociedade repleta de formalismos e estatutos hierárquicos.

Anabelle Peyton, encontra-se num grupo de quatro “encalhadas” que tentam arranjar marido na última temporada londrina mas o processo não tem corrido como desejado, já que são consideradas, por muitos, maus partidos. Anabelle, é a mais velha do grupo e encontra-se numa situação muito delicada, não tem dote e família está na penúria. Apesar de ser descendente de família nobre os prognósticos para arranjar um bom partido são muito baixos e, por isso, ela e as amigas centram todos os seus esforços em fisgar um dos últimos solteiros ricos da temporada. No entanto, nenhuma conta é com a presença constante de Simom Hunt, um plebeu que devido à sua inteligência e astucia para o negócio conseguiu adquirir uma fortuna, contudo, devido à sua ascendência simples é ignorado por grande parte da elite londrina. A atracção entre Anabelle e Simon é mútua e nenhum quer dar o braço a torcer, ele porque não tem intenções de se casar e o ela porque não quer admitir que se sente atraída por um plebeu arrogante. 

A leitura decorre fluidamente, devido a uma linguagem simples e um enredo cativante, com momentos muito hilariantes e sedutores. Vibrei com as personagens secundárias, os dramas e artimanhas das encalhadas e fiquei com imensa vontade de ler o próximo, que irá juntar a rebelde Lillian e o pacato Lorde Westcliff.

sábado, 15 de setembro de 2012

"A Maldição do Tigre", Colleen Houck


Ficha técnica de: A Maldição do Tigre
Titulo original: Tiger’s Curse
Autor: Colleen Houck
Data da Publicação: 07/2011
Editora: Porto Editora
IBSN: 9789720043719
Páginas: 352
PVP (em euros): 16,90

“Quando Kelsey Hayes se candidata a um trabalho no circo para ocupar as férias de verão até ao início das aulas na faculdade, está longe de imaginar a aventura em que se verá envolvida. Encarregada de cuidar de Ren, um majestoso tigre branco, sente-se de imediato fascinada pelo animal e não hesita em aceitar o convite para o acompanhar numa viagem até à Índia, rumo à reserva natural a que pertence. O que Kelsey ainda não sabe é que o tigre a que tanto se afeiçoou é na verdade Alagan Dhiren Rajaram - um príncipe indiano vítima de uma maldição secular - e que ela poderá ser a única pessoa capaz de o ajudar a quebrar o feitiço. Determinada a devolver a Ren a sua humanidade, Kelsey embarcará numa perigosa aventura por lugares repletos de magia e misticismo. No entanto, as forças do Mal não parecem dispostas a dar-lhes tréguas e os perigos espreitam a cada esquina. Será que a paixão que vai crescendo entre os dois resistirá a todos os obstáculos que lhes vão sendo colocados no caminho?”


 
Este era mais um dos livros que tinha imensa curiosidade em ler, não só por considerar a capa lindíssima mas também porque a achei a sinopse muito interessante. Contudo, quanto maiores são as expectativas mais fácil é ficarmos decepcionados e foi mais ou menos o que aconteceu. Não é que tenha desgostado mas ficou muito aquém do que esperava.

O enredo é interessante e diferente do que habitualmente leio, tem toque de romance, de aventura, magia, mitologia e lendas indianas. 

Considero que este livro seja mais direccionado para o público juvenil, não só pela idade das personagens principais, mas também pelo próprio desenvolvimento. Romance é ligeiro e com os típicos dramas adolescentes. A acção/aventura faz lembrar o “Indiana Jones”, com direito exploração de grutas repletas de armadilhas e fruto proibidos. A minha parte preferida foi sem dúvida a parte da mitologia e o cenário indiano, gostei bastante da forma como a autora conseguiu descrever a India como um sendo país moderno mas ao mesmo tempo antigo, lugar único, exótico e cheio de segredos.

Sendo este o primeiro livro de uma serie, de pelo menos quatro livros, termina com opções em aberto e promessas de mais acção nos livros seguintes.

Podem consultar aqui mais informações sobre os livros já publicado e ler também os primeiros capítulos.

Deixo-vos também os book's trailer's dos livros publicados e um vídeo em que escritora fala do livro.







quinta-feira, 13 de setembro de 2012

"A Mim Não Me Enganam - Um ano sem ir às compras", Judith Levine



Ficha técnica de: A Mim Não Me Enganam – Um ano sem ir às compras
Titulo original: Not Buying It – My Year Without Shopping
Autor: Judith Levine
Data da Publicação: 2007
Editora: Guerra e Paz
IBSN:  9789898014382
Páginas: 284
PVP (em euros): 17,16

“Uma colecção de aforismos surpreendentes e irresistíveis. A autora decidiu empreender uma tarefa hercúlea: viver um ano inteiro sem fazer compras. Ou seja, comprou neste período apenas aquilo que se pode considerar indispensável para viver: comida, o vestuário mínimo e os artigos de higiene mais básicos. Depois escreveu este livro para contar a sua experiência. Daqui resultou um poderoso manifesto anticonsumista que é também uma interessante experiência sociológica que testa a capacidade humana de resistência à tentação de comprar.”



Gostei bastante da premissa do titulo livro, mas esperava algo de diferente,  por isso fiquei um pouco desiludida. 


Acho que em parte o problema residiu no facto do enredo se centrar muito na sociedade americana, de como as suas alterações (terrorismo, eleições, guerra, etc) afectam o consumismo da população americana. Não digo que não seja um livro interessante de se ler, no entanto, existe muita divagação pelo meio com coisas que pouco ou nada interessam e que acabaram por me fazer perder o interesse pela leitura.

Independentemente do exposto, compreendi que todo o consumismo está dependente de muitos factores, não sou pela falta ou não de dinheiro, mas passando também pela hierarquia da sociedade,  pela o excesso ou falta de confiança nas entidades governamentais,  no estado emocional da pessoa, etc. 

Devido à conjuntura sócio-económica actual, tanto a nível do nosso país como a nível europeu,  muitas pessoas irão ou já estarão a passar por um processo idêntico ao do livro, não tanto por um escolha pessoal, como a autora fez, mas sim por pura necessidade.  


 

terça-feira, 11 de setembro de 2012

"A Culpa é das Estrelas", Jonh Green



Ficha técnica de: A Culpa é das Estrelas
Titulo original: The Fault in Our Stars
Autor: Jonh Green
Data da Publicação: 09/2012
Editora: ASA
IBSN:  9789892320946  
Páginas: 256
PVP (em euros): 15,90

“Apesar do milagre da medicina que fez diminuir o tumor que a atacara há alguns anos, Hazel nunca tinha conhecido outra situação que não a de doente terminal, sendo o capítulo final da sua vida parte integrante do seu diagnóstico. Mas com a chegada repentina ao Grupo de Apoio dos Miúdos com Cancro de uma atraente reviravolta de seu nome Augustus Waters, a história de Hazel vê-se agora prestes a ser completamente rescrita. PERSPICAZ, ARROJADO, IRREVERENTE E CRU, A Culpa é das Estrelas é a obra mais ambiciosa e comovente que o premiado autor John Green nos apresentou até hoje, explorando de maneira brilhante a aventura divertida, empolgante e trágica que é estar-se vivo e apaixonado.”




Este é mais um livro que anda a fazer furor internacionalmente e que começa também a encantar os leitores portugueses.

Confesso que iniciei esta leitura com espectativas um pouco elevadas, especialmente por ter lido muito boas opiniões, mas pessoalmente acabou por não ser um livro que me seduzisse por completo.

Hazel é uma adolescente que sofre de um cancro que não tem cura. Desde que este lhe foi diagnosticado, apenas se limita a viver um dia de cada vez e tenta ao máximo não criar laços emocionais com as pessoas, de forma a poder evitar o possível sofrimento futuro das mesmas. No entanto, a vida troca-lhe as voltas e numas das reuniões do grupo de apoio acaba por conhecer Augustus Waters, um jovem deslumbrante com uma força tremenda e um sorriso encantador. Os dois iniciam um amizade profunda e colorida que os vai ajudar a enfrentar de uma forma ligeira e até certo modo irreverente o problema de saúde que os afecta.

O enredo do livro por si só já é bastante tocante e é ainda mais quando somos confrontados com a idade das suas personagens principais. O escritor consegue abordar um tema forte e tocante como este, de uma forma irreverente, às vezes humorista e ao mesmo tempo sarcástica. Os sentimentos são nos transmitidos através de uma linguagem simples e jovem, mas por vezes crua, profunda e verdadeira.  

É um livro que nos faz reflectir na ironia da vida, na amizade, no amor, no apoio incondicional da família e como não devemos desistir de algo independentemente de todos os prognósticos.

Nota: Na página do autor podemos encontrar mais informações sobre o livro e as suas personagens. Deixo-vos também aqui um vídeo com uma entrevista feita ao escritor e outro do agradecimento aos leitores da Amazon. Se procurarem por mais vídeos no youtube hão-de reparar que John Green aparenta ser um escritor bem-humorado, divertido e bastante simpático.Confesso que só por isso fiquei com vontade de ler mais alguns dos seus livros.