quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

"Feitiço" de Sylvia Day

Ficha técnica de: Feitiço
Titulo original: Spellbound
Autor: Sylvia Day
Data da Publicação: 04/2014
Editora: 5 Sentido
IBSN: 9789720046598
Páginas: 216
PVP (em euros): 15,50
Página da autora: aqui



"Max Westin: a personificação da sensualidade. Victoria podia até cheirá-la e senti-la assim que ele se aproximava. Tudo nele era brutal e determinado. Uma criatura primitiva, tal como ela."







Esta autora não é uma das minhas preferidas e este livro também não me parece que seja o preferido dos seus fãs, no entanto, eu resolvi dar lhe o beneficio da dúvida... 



A escrita? É simples e fluida permitindo uma leitura ultrasónica (se se gostar do tema).


O enredo? É confuso. Mesmo depois de o ler ainda não consegui perceber bem as ligações deste novo mundo fantástico criado pela autora. Tem bruxos, feiticeiros, predadores, familiares... um infinidade de novos seres que não sabemos o porquê da sua existência. Só que existe uma familiar que é bravia e precisa de ser dominada para se emparelhar com um feitiçeiro que depois tem de a alimentar e cuidar... (Apesar de o livro ser minusculo estamos constantemente a ser relembrados das mesmas coisas)

As personagens?: Não consegui criar empatia por nenhuma delas e nem pela sua relação. São pouco exploradas.


Conclusão? É um livro pequeno com letras gordas que se lê num ápice. Está recheado de cenas escaldantes mas pouco cativantes.


sexta-feira, 7 de março de 2014

"Um Milhão de Desejos Secretos", C. L. Parker

Ficha técnica de:Um Milhão de Desejos Secretos
Titulo original:
Autor: C. L. Parker
Data da Publicação: 02/2014
Editora: Lua de Papel
IBSN: 9789892325163
Páginas: 288
PVP (em euros): 16,90
Página da autora: aqui

"Lanie Talbot vive um dilema terrível. A mãe está entre a vida e a morte e precisa desesperadamente de ser operada. Disposta a tudo para conseguir pagar-lhe o transplante de coração, Lanie esquece o sonho de ir para a universidade e decide vender o seu bem mais precioso: a virgindade.  Num clube supersecreto de Chicago, ela deixa-se ir a leilão, disputada por dois multimilionários: um xeique e um jovem herdeiro americano.
O charmoso Noah acaba por vencer, pagando dois milhões de dólares por ela. “Compra” a virgindade de Lanie, e muito mais: durante dois anos, ela terá de obedecer a todos os caprichos do seu novo “senhor”.  A estudante entrega-se, relutante. Não percebe o que levou Noah a “comprá-la”: afinal ele tem tudo, é riquíssimo, sensual. No entanto, o milionário tem as suas razões secretas, não quer compromissos, jurou a si próprio nunca mais sofrer por uma mulher…
Mas a química entre ambos não para de crescer. E a cada novo encontro, a cada nova noite de paixão, desperta entre eles o desejo por algo mais, a procura de uma intimidade que vai muito para além do prazer físico. E por mais que Noah tente proteger-se, por mais que Lanie saiba que está presa a um contrato sem sentido, o amor rompe todas as barreiras. "




Simplesmente deliciosamente sedutor…


Este é um daqueles livros que seduzem qualquer leitor adepto de literatura erótica e tenho pena que não seja tão divulgado como foi o “Cinquenta Sombras de Grey” porque é completamente viciante.



A escrita? É divinal, não é nada de muito arrojada mas consegue ser bastante simples e cativante. Neste género de escrita os termos eróticos que muitas vezes chocam o leitor surgem aqui muito bem aplicados e não são nada de obscenos, nem tão pouco usados repetidamente. Para além de tudo isto, tem uma vertente humorística bastante forte e cheguei a dar umas boas gargalhadas à sua conta!!!  



O enredo?  Este gira sempre à volta do mesmo, milionário apaixona-se por virgem… etc.. No entanto, no que este livro prima pela diferença é capacidade com que a autora consegue descrever um enorme leque de cenas eróticas, sem as repetir, conseguindo torna-las tão reais que parece que estamos sentados na primeira fila do cinema, ansiosos por descobrir o que vem a seguir sem nunca tiráramos o sorriso da cara (é daquele livros que não se deve ler em publico por causa da figura tonta que fazemos a rimo-nos feitos totinhos pra um livro, acreditei porque eu sei o que é isso).  De resto, não tem uma grande variedade extra de acção, tirando acção sexual , tudo gira à volta da evolução da relação de ambos e de como esta se vai acimentando ao longo do tempo

As personagens?  Adorei os dois e não vale apena alongar-me em descrições porque também aqui não há muita novidade. Como podem imaginar são os dois jovens, com o fogo da juventude no seu auge, são inteligentes, giraços, sedutores, etc.. A nível psicológico não os típicas vítimas de uma infância conturbada, são pessoas “normais” com problemas banais que terão de ultrapassar.



Conclusão? Bom, acho que não consegui exprimir o suficiente para cativar a leitura a qualquer leitor. Sei que este livro não tem uma estória que prima pela diferença mas tem uma escrita divinal que nos agarra do princípio ao fim e nos faz devora-lo em pouco tempo.  Para os fãs deste género de literatura aconselho que lhe dêem uma oportunidade porque não se vão arrepender. 


Curiosidades? Para quem já leu Darynda Jones pode encontrar algumas semelhanças na maneira de escrever, que foi exactamente o que me aconteceu no decorrer da leitura. Quando a terminei verifiquei na parte dos agradecimentos  a autora agradece-lhe a sua ajuda com o livro. Portanto, quem gosta de Darynda Jones vai adorar C.L. Parker 


P.S. Como não poderia der este livro tem continuação... 

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

"Primeiro Amor", James Patterson, Emily Raymond

Ficha técnica de:Primeiro Amor
Titulo original: First Love
Autor: James Patterson, Emily Raymond
Data da Publicação: 01/2014
Editora: Topseller
IBSN: 9789898626295
Páginas: 272
PVP (em euros): 15,49 
Página do autor: aqui

"Baseado em acontecimentos reais da vida de James Patterson

Axi Moore era uma aluna aplicada. Mas não gostava de dar nas vistas e não contava a ninguém que o que realmente desejava era fugir de tudo. A única pessoa no mundo em quem confiava era Robinson, o seu melhor amigo, por quem estava secretamente apaixonada.
Quando finalmente decide seguir os seus impulsos e quebrar as regras, Axi convida Robinson para a acompanhar na sua longa viagem. Uma jornada intempestiva, marcada pela paixão oculta e pelo desejo de descobrir o mundo. Mas o que no início era apenas uma aventura livre e despreocupada em breve vai tomar um rumo perigoso e incontrolável.
Envolvidos numa sucessão de acontecimentos violentos e dramáticos, os protagonistas são colocados à prova das mais variadas formas. Poderá a primeira grande paixão das suas vidas sobreviver a tudo, até que a morte os separe? 

Um romance notável e extraordinariamente comovente, inspirado no próprio passado de James Patterson. Um testemunho impressionante sobre a força do primeiro amor e as suas consequências para o resto das nossas vidas. 
."


Não há muito que eu possa dizer acerca deste livro, só que me fez lembrar (um pouco) o “A Culpa é das Estrelas” de John Green mas talvez, não tão “macabro”.

A escrita?  A par de capitulos curtos a escrita é bastante simples permitindo uma leitura rápida e fluída (li-o em cerca de 3 horas).

O enredo?  O tema do livro é tocante e pode nos bater à porta quando menos esperamos, resta-nos ter a força suficiente para seguir em frente e lutar. Relativamente à acção, até cerca da página 100/120 (não me recordo bem) não sabemos porque é que aqueles dois decidiram embarcar numa viagem daquelas, ainda mais sendo tão jovens. Porque é que um se lembrou disso e porque é que o outro aceitou assim sem mais nem menos.O resto do livro é um diário de bordo da sua viagem e como esta os afecta e influencia a evolução da sua relação.

As personagens?  Axi é uma rapariga, de 16 anos, que já passou por muito e que de um momento para o outro, sem razão aparente para o leitor decide embarcar numa viagem. Robinson é o jovem que a segue tipo cachorrinho e que a incentiva a viver e a aproveitar o momento.


Conclusão?  É daqueles livros que origina um grande e variado leque de opiniões, isto é, depende, em muito, do estado de espírito do leitor. Pessoalmente ando numa de optimismo e procuro finais felizes em tudo (para tristeza basta aquelas que vemos à nossa volta). Sim, faz nos reflectir e olhar para trás e ver se estamos a aproveitar e a viver todos os momentos como a paixão devida, mas triste é aquele que na actualidade ainda não o faz...

De seguida o book trailer do livro




segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

"Liberta-me", J. kenner

Ficha técnica de: Liberta-me
Titulo original: Release me
Autor: J. kenner
Data da Publicação: 10/2013
Editora: Topseller
IBSN: 9789898626226
Páginas: 384
PVP (em euros): 17,69 
Página da autora: aqui

"Ele era o único homem que ela não podia evitar. E o único homem a quem ela não conseguia resistir.
Nikki Fairchild tem 24 anos e parte do Texas para Los Angeles. Bela, inteligent e criativa, ambiciona montar o seu próprio negócio na área da tecnologia. Damien Stark tem 30 anos e é uma antiga estrela do mundo do ténis. Atualmente é um empresário rico, poderoso e bem- -sucedido, com negócios em todas as áreas. Sensual, ousado, e controlador, Damien é desejado por todas as mulheres que o rodeiam.
Os caminhos de ambos cruzam-se, dando lugar a um romance arrebatador, revestido de uma carga emocional e erótica tão poderosa que os consome. Mas tanto Damien como Nikki possuem segredos que temem partilhar. Poderão os fantasmas do passado forçar a sua separação?A história de uma paixão obsessiva entre um homem que não conhece a palavra «não», e de uma mulher que sabe dizer «sim», num tom excitante e com todos os detalhes."


Eu sou uma das fans das E.L. James, mais especificamente, a famosa trilogia das “Cinquenta Sombras de Grey” (apesar de ter achado o último volume muito fraquinho). O sucesso que esta trilogia alcançou impulsionou a publicação, em Portugal, de dezenas de livros com temas semelhantes, é certo que não os li todos mas dos que tive oportunidade de ler nenhum me cativou da mesma maneira, até agora... Desta vez fui agradavelmente surpreendida! 

A escrita?  A é bastante agradável, simples e cativante, permite uma leitura bastante fluída e rápida. Ao contrário de muitos livros que tenho lido ultimamente, os termos utilizados não são demasiados obscenos mas conseguem ter uma conotação sedutora.

O enredo?  Como na grande maioria deste género de livros, a personagem principal masculina é um multimilionário, com uma infância difícil e que por esse facto se torna um maníaco do controlo. As maiores alterações acontecem sempre ao nível da personagem feminina, que neste caso não é virgem mas para lá caminha, a diferença surge na forma como aceita esta nova vertente da sexualidade, apesar de sujeitar de imediato ela própria procura esse género de sexo alternativo. O enredo gira à volta da evolução da relação destas duas personagens, o ultrapassar dos seus traumas, as suas paixões e loucuras. O que me fez gostar mais deste livro, em relação a tantos outros foi, para além da linguagem, foi a forma com a autora conseguiu equilibrar as cenas de cariz sexual, não são banais mas também não são vulgares, são apelativas e recheadas de romantismo “qb” não saturando o leitor sempre com os mesmo cenários e vocabulário.

As personagens? Não há muito a dizer sobre as personagens que um leitor atento já não saiba ou não o advinhe. Damien é um jovem multimilionário, altamente sedutor e maníaco do controlo (para não variar muito), com um passado conturbado, etc.. Nikki é uma jovem, inteligente, bonita mas com mazelas deixadas pelo seu passado complicado. Apesar da relação deles começar como tantas outras semelhantes, num piscar de olhos, a autora conseguiu transmitir uma conexão extraordinária entre os dois, uma vez, que estes se complementam.

Conclusão?  A autora presenteou-nos com um romance repleto de muito romantismo, com uma erotismo e sensualidade encantadores, bastante softh mas ao mesmo tempo arrebatador. Espero pela publicação do próximo, para ficar a conhecer um pouco mais do passado do nosso galã.

P.S. Os restantes títulos da trilogia são os seguintes: Claim Me, Complete Me e Take Me (considerado um 3.5 porque já engloba já a introdução de uma nova personagem, o Evan Black da nova serie da autora)

Espreitem os  vídeos da promoção do livro






quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

"A Filha do Barão", Celia Correia Loureiro

Ficha técnica de: A Filha do Barão
Autor: Célia Correia Loureiro
Data da Publicação: 01/2014
Editora: Marcador
IBSN: 9789897540394
Páginas: 576
PVP (em euros): 19,90 
A autora no: Blogue; Facebook e Goodreads 



"Quando D. João tece a união da sua única filha, Mariana de Albuquerque, com o seu melhor amigo - um inglês que investiga o potencial comercial do vinho do Porto -, não prevê a espiral de desenganos e provações que causará a todos. Mariana tem catorze anos e Daniel Turner vive atormentado pela sua responsabilidade para com a amante. Como se não bastasse, o exército francês está ao virar da esquina, pronto a tomar o Porto e, a partir daí, todo o país.
No seu retiro nos socalcos do Douro, Mariana recomeça uma vida de alegrias e liberdade até que um soldado francês, um jovem arrastado para um conflito que desdenha, lhe bate à porta em busca de asilo. Daniel está longe, a combater os franceses, e Gustave está logo ali, com os seus ideais de igualdade e o seu afeto inabalável, disposto a mostrar-lhe que a vida é bem mais do que um leque de obrigações.
1809. Num Portugal invadido só o amor poderá unir o que os homens dividem."

Não é a primeira vez que tenho contacto com uma obra desta autora mas é a primeira vez que ela me deixa realmente extasiada com um livro seu. Depois de uma tentativa fracassada a tentar ler o seu livro “Demência”, o qual só lia boas opiniões, mas que infelizmente não me cativou (ainda o vou tentar ler novamente). Tomei conhecimento do lançamento do livro por uma amiga que o adquiriu e o devorou em dois dias e que por isso me incentivou a lê-lo, avisando-me que desta vez tinha a certeza que não me ia arrepender. Só me resta dizer que Obrigado, decididamente não me arrependi!


A escrita?  Ao contrário do que senti a quando a leitura do outro livro, achei que este tinha uma escrita bastante simples, fluída e ao mesmo tempo cativante com o uso de diversas expressões da época, que nos incentivam a ler num ápice.

O enredo?  (Sou uma amante do romances históricos e normalmente só consigo satisfazer esta minha paixão na literatura estrangeira, tirando o livro “Alma Rebelde” da Carla Soares que gostei bastante, ainda não tinha encontrado outro livro de um autor português que estivesse à altura das minhas expectativas, no entanto, este acabou por as superar.) Encontramos um pouco de tudo nesta leitura, desde a referencia à guerra napoleónica, à fuga da monarquia, aos vinho do porto, ao contraste entre os costumes ingleses e portugueses, à pobreza, aos casamentos arranjados, à discrepância dos diversos extractos sociais, sem falar no amor, na traição e no mais importante, o perdão. Gostei bastante de tudo mas achei o final um bocadinho negro de mais, acho que morreram personagens (ou eu penso que morreram) que podiam não ter morrido e assim não ter dado um clima tão mórbido ao final, sem mencionar a cena da Ponte das Barcas que achei bastante potente. O final é que me deixou um pouco renitente porque deixa-nos ficar com algumas questões sem resposta, mas após um esclarecimento da autora compreendi o motivo para um final tão repentino.

As personagens?  Temos um enredo recheado de muitas personagens interessantes e marcantes. O protagonista masculino, o Daniel é tipicamente inglês de fisionomia mas não de personalidade, é jovem, empreendedor, inteligente, sincero, com muito sentido de honra, tem dificuldade de assumir os seus sentimentos mas vai desabrochando ao longo do livro, acabando por nos seduzir com o seu encanto e com o seu coração de ouro. Do lado feminino, temos Mariana, uma jovem 14 anos com casamento arranjado pelo seu pai, apesar da sua tenra idade ela tem uma mentalidade mais avançada, um carisma forte e decisivo, muito curiosa e teimosa, encantadora e cheia de vida. Ao contrario do seu amado, com o evoluir da trama ela entra numa espiral recessiva, isto é, comecei por gostar muito dela, da sua posição e das suas atitudes mas depois perdeu-se pelo meio, na indecisão de ser mulher ou menina, de aceitar ou não as suas obrigações. Pessoalmente gosto de personagens fortes que tomem as rédeas da sua vida, que lutem por ela com garra e, realmente a Mariana começou com esse entusiasmo todo mas depois desmoronou-se completamente e as suas acções e teimosias (inconsequentes ou não) ditaram o tal final mais negro (acho que não a perdoei por isso). Depois temos um D. João como um pai extremoso, D. Sofia a mãe de Mariana que começa como uma velhaca típica da sua classe social mas que no final acabamos por perceber os motivos de tanto ressentimento. Isabel é um mistério, cativa-nos pela sua força de vontade em sobreviver, por todos os traumas que passa e mesmo aparecendo numa posição ingrata, como a amante de Daniel consegue ser bastante honrada, contudo, ainda fiquei com dúvida se nos enganou o tempo todo (só iremos saber nas cenas dos próximos capítulos). Gostava que a mãe do Daniel, D. Ada, tivesse um pouco mais de protagonismo, que se tentasse envolver mais no decorrer dos acontecimento, faltava lhe um pouco mais força e genica. Lizzie, a irmã de Daniel faz parte de um romance de segundo plano que acompanhamos no decorrer do livro e qual tenho pena de não ter lhe sido dado um pouco mais de importância, é pena é ela perdido tanto tempo com a sua teimosia e “cegueira” e não ver quem realmente merece a sua devoção. Adorei todos os criados, especialmente a calma e sábia Nuna.

Conclusão?  Confesso que estive na dúvida que pontuação havia de atribuir, entre 4 ou 5 estrelas, inicialmente optei pelas 4 pelo final ter deixado muitas questões em aberto, muitas perguntas que ficam por responder e suposições que temos de fazer. No entanto, após um esclarecimento da autora que me informou que provavelmente teremos uma "espécie de continuação" resolvi atribuir-lhe 5 estrelinhas, porque realmente merece. Tive a oportunidade de o ler emprestado mas decididamente é um livro que quero adquirir para ficar na minha estante para a posteridade e mais tarde reler (quem sabe quando for publica a tal sequela). Posto isto, é com enorme prazer que recomendo a leitura deste livro a todos os apaixonados dos romances históricos, pois tenho a certeza de que não se vão arrepender (ah, não se assustem com as 584 páginas, elas devoram-se num instante)!

Deixou-vos os video da promoção do livro!



quinta-feira, 16 de maio de 2013

"Na Cama Com Um Highlander", Maya Banks



Ficha técnica de: Na Cama Com Um Highlander 
Titulo original: In Bed with a Highlander
Autor: Maya Banks
Data da Publicação: 01/2013
Editora: Bertrand
IBSN: 9789722525510
Páginas: 336
PVP (em euros): 16,60 
Página da autora: aqui


"Ewan, o mais velho dos irmãos McCabe, é um guerreiro decidido a destruir o seu inimigo. Agora que o momento é ideal para a guerra, os seus homens estão preparados e Ewan quer reaver aquilo que lhe pertence – até que uma tentação de olhos azuis e cabelo negro se atravessa no seu caminho. Mairin pode muito bem ser a salvação para o clã de Ewan, mas, para um homem que sonha com vingança, as questões do coração são um território desconhecido a conquistar.

Mairin é filha ilegítima do rei e é senhora de propriedades valiosas que a obrigaram a esconder-se e a desconfiar do amor. Os seus piores receios acabam por acontecer quando é salva do perigo mas depois obrigada a casar com o seu salvador, Ewan McCabe, um homem carismático que está habituado a mandar. Mas a atração que sente pelo seu novo marido fá-la desejar o seu toque; o seu corpo ganha vida com a mestria sensual dele. E à medida que a guerra se aproxima, as forças, o espírito e a paixão de Mairin obrigam Ewan a derrotar os seus próprios fantasmas e a entregar-se a um amor que significa mais do que a vingança e a terra."


Este é primeiro livro de uma trilogia que conta a história de três irmãos, um irmão para cada livro.


A escrita? Ao contrário do que estava à espera a escrita é bastante simples e acessível, tornando a leitura bastante rápida. Contudo confesso que esperava algo mais especifico com o uso de alguma expressões típicas da época (há muitos leitores que não gostam mas para mim muito do atracção do livro reside aí) mas apenas temos a referência ao uso da palavra “rapariga” em vez da famosa “moça” típica na altura, como não li a versão original não sei se será algum problema de tradução (que não me admirava nada já que de certeza que quem escreve livros de um tempo e sitio especifico não se ia esquecer de uma usar uma linguagem mais apropriada) ou então terá sido mesmo falta de imaginação da escritora.


O enredo? Este género de livros tem sido os meus preferidos nos últimos tempos, gosto bastante das descrições das paisagens, do ambiente, da guerra entre os Clãs, da linguagem... etc. Neste livro encontramos um pouquinho disso tudo, temos amor, conquista, perdão, sedução, companheirismo, traição, vingança, acção, humor e conspirações políticas. Apesar de no livro estar claramente referido que é de cariz erótico e o próprio titulo assim o faz entender, na minha opinião, apesar de conter vários momentos quentes (que não podiam faltar, é claro) o sexo não é de certeza o tema central e a grande maioria do livro é recheado de outro tipo de acção.


As personagens? Como é normal, a personagem masculina é a típica destes livros, o habitual guerreiro das Terras Altas, alto, entroncado, com cabelos longos e com um aspecto selvagem mas terrivelmente sedutor, um verdadeiro macho da época mas como sempre é um cordeiro com pele de lobo. Ewan McCabe, a personagem masculina principal, é o filho primogénito, viuvo e com um filho jovem, é portanto também o responsável pela sobrevivência do seu Clã. Para personagem feminina principal, temos Mairin, filha ilegítima do rei e herdeira de uma terra valiosa e com um dote bastante cobiçado. Como não poderia deixar de ser é uma virgem ingénua que foi educada num convento de freiras durante dez anos, no entanto, apesar da sua falta de sabedoria nas artes da sedução, é bastante arrojada e curiosa, também é teimosa e bastante corajosa. O confronto de ambas as personagens é interessante e recheado de alguns momento de humor subtil e especialmente quando os irmãos se juntam à cena.  


Conclusão? Confesso que esperava mais e melhor, não é mau mas ficou aquém das minhas expectativas. Esperava mais alusões às lendas típicas dos Highlanders, uma linguagem mais apropriada, as cenas quentes não me cativaram e não criei aquela empatia com as personagens. Contudo, fiquei bastante curiosa em relação ao próximo livro, gostei bastante dos outros dois irmãos e gostava de saber o que lhe está reservado. 



segunda-feira, 6 de maio de 2013

"A Amante Imaginária", Megan Hart



Ficha técnica de: A Amante Imaginária 
Titulo original: Broken
Autor: Megan Hart
Data da Publicação: 01/2013
Editora: Harlequim
IBSN: 9788468723105
Páginas: 352
PVP (em euros): 5,00 
Página da escritora: Aqui


"Este mês, meu nome é Mary. Todos os meses tenho um nome diferente: Brandy, Honey, Amy... Às vezes, Joe nem sequer se preocupa em perguntar, mas consegue sempre excitar-me com o seu corpo, com a sua boca e as suas carícias. Não importa como me chamo, nem onde me conheceu, o sexo é sempre incrível e não deixo de desejá-lo durante as longas semanas que decorrem até voltar a vê-lo. O meu nome real é Sadie, e uma vez por mês, à hora de almoço, Joe conta-me tudo sobra a sua última aventura. Porém, ele não sabe que na minha mente eu sou a protagonista de todas as aventuras de uma noite que ele me vai revelando, e que estou virtualmente obcecada com a nossa vida sexual imaginária. Sei que isto não está certo e que o meu marido não o entenderia, mas ainda não posso renunciar aos nossos encontros... Não, ainda não."

Este livro foi me emprestado através do Clube BlogRing, tendo sido disponibilizado pela Vanessa (Bloco de Devaneios) e a quem agradeço a disponibilização. Confesso que inicialmente não tinha a mínima curiosidade em lê-lo mas mesmo assim como gosto de conhecer novos autores decidi arriscar e, ainda bem que o fiz, pois acabou por se revelar uma leitura muito agradável.



A escrita? A escrita é simples e fluída e mesmo sendo um livro com uma conotação bastante erótica , a escritora descreve as cenas de uma forma muito natural e sedutora.


O enredo? Ainda não tinha lido um livro erótico como uma carga emocional tão grande, este não é decididamente o habitual livro da moda a que estamos habituados a ler ultimamente. A escritora conseguiu conciliar na perfeição a sensualidade e erotismo com uma vertente emocional bastante forte, para além de a estória em si parecer bastante real, com um tema de fundo bastante traumático.


As personagens? A trama gira à volta de três personagens que tentam lidar com as contrariedades que a vida lhes impôs. Primeiro, temos Sadie, uma psicóloga de 34 anos que sofre pelo marido que está tretaplégico. Após o acidente deste ela apenas vive em função do seu bem estar deixando de lado os seus desejos, ambições e vontades, no entanto, na primeira sexta-feira de cada mês ela consegue abstrair-se do seu mundo e embarcar nas aventuras sexuais que um amigo de um banco de jardim lhe vai contando. Joe, é o amigo do banco de jardim de Sadie,  é um bon vivant, bastante charmoso, de 34 anos, com um bom emprego e que é capaz de cativar qualquer mulher, contudo, até ao momento sente-se bastante solitário pois não consegue encontrar nas mulheres com quem se aventura a única que ele procura desesperadamente. Adam, é o marido de Sadie, um homem que vive atormentado pelas oportunidades que perdeu ao ter sido vitima de um acidente que o deixou tretaplégio. Á medida que vamos embrenhando na leitura desejamos saber o que acontece a estas personagens, sofremos com elas e desejamos que eles conseguiam ultrapassar os seus traumas.
 

Conclusão? Apesar da minha renitência inicial acabei por gostar bastante do livro, a autora conseguiu com que eu criasse uma grande empatia com as personagens e fiquei com bastante pena que o final não fosse mais desenvolvido. Se tiver oportunidade de ler outro livro da escritora não a  irei desperdiçar. 



terça-feira, 30 de abril de 2013

"Vertigem de Paixão", Elizabeth Hoyt



Ficha técnica de: Vertigem de Paixão 
Titulo original: To Seduce a Sinner
Autor: Elizabeth Hoyt
Data da Publicação: 04/2013
Editora: Quinta Essência
IBSN: 9789897260575
Páginas: 372
PVP (em euros): 15,50 


“Durante anos, Melisande Fleming amou Lorde Vale de longe… vendo-o seduzir uma sucessão de amantes e, uma vez, entrevendo a intensidade de sentimentos sob o seu exterior despreocupado. Quando ele é abandonado no dia do casamento, ela enche-se de coragem e oferece-se para ser sua mulher. Vale tem todo o gosto em desposar Melisande, nem que seja apenas para produzir um herdeiro. Porém, tem uma agradável surpresa: uma dama tímida e recatada durante o dia, ela é uma libertina durante a noite, entregando-lhe o seu corpo… Mas não o seu coração.  Decidido a descobrir os segredos de Melisande, Vale começa a cortejar a sua sedutora mulher – enquanto esconde os pesadelos dos seus dias de soldado nas Colónia que ainda o atormentam. No entanto, quando uma mortífera traição do passado ameaça separá-los, Lorde Vale tem de expor a sua alma à mulher com quem casou… ou arriscar-se a perdê-la para sempre.”



Este é o segundo livro da serie “A Lenda dos Quatro Soldados” e aqui conhecemos a história de amor entre Lord Vale e de Melisande.


A escrita? Como já vem sendo habitual a escritora continua a presentear-nos com uma escrita simples e fluida.


O enredo? Tal como aconteceu no primeiro livro, neste temos novamente um ex-soldado das colónias que busca incansavelmente o traidor do seu regimento. A escritora consegue de forma surpreendente incluir num romance de época bastante sensual e erótico, um lado mais expedito, com muito suspense, intriga,  traição e muita acção à mistura. Continuo a adorar a introdução de cada capitulo, pois para além do enredo somos também brindados com conto de fadas que acompanha todo o livro. 


As personagens? Lord Vale é protagonista masculino deste livro, é um homem traumatizado  pela guerra onde viu os seus companheiros serem mortos e torturados, no entanto, apresenta-se como um bon vivant, com um sentido de humor muito apurado. Melisande é a personagem feminina deste romance, é uma mulher difícil de compreender, com uma personalidade bastante peculiar que só para o final do livro conseguimos compreender o motivo das atitudes que toma, mas mesmo assim, não me conseguiu cativar e ficou bastante aquém do que estava à espera. O romance evolui de uma forma gradual, bastante erótico e um pouco arrojado para a época, mas mesmo assim para mim teve algumas falhas com cenas sem sentido. Temos um cheirinho também do romance que envolve os dois criados de quarto do casal principal e ficamos a conhecer as personagens do próximo livro  Sir Alistair e Helen Fitzwilliam.


Conclusão? Este é o terceiro romance da autora que leio e no meu entender é o mais fraco, já que, infelizmente não consegui estabelecer a tal certa empatia habitual que se costuma sentir com o casal protagonista, apesar da cena caricata do inicio a primeira metade do livro é pouco cativante e o casal não demonstra qualquer tipo da afinidade ou química. Apesar das minhas expectativas não terem sido atingidas, continuo a gostar muito das obras da autora e espero impacientemente pela tradução do próximo livro.


Curiosidades? Como  é usual nos livros da autora para além dos excertos dos contos da fadas no inicio de cada capitulo a escritora incluí sempre nos seus romances uma personagem canina, neste caso, temos o Sir Mouse, o fiel companheiro de Lady Melisande.