quinta-feira, 12 de março de 2015

"Há fogo na doca", de Vítor Fernandes

Ficha técnica de: Há fogo na doca
Autor: Vítor Fernandes
Data da Publicação: 02/2015
Editora: Pastelaria Studios
IBSN: 9789898796240
Páginas: 188
Página da autor: aqui


"Constantino encontrou um manuscrito muito antigo numa caixa de computador, proveniente de França, comprada a um vizinho toxidependente. Espinheira, um paleógrafo amigo e companheiro de outras lides, frequentava, por coincidência, um seminário em Paris, quando Constantino resolveu abordá-lo. O paleógrafo quase o dececionava quando lhe disse que de aramaico percebia pouco, mas do que ele não tinha mesmo o mínimo conhecimento era de aramaico antigo. Uma equipa chefiada por Constantino e composta por um paleógrafo, uma luso-francesa com PhD e um bielorrusso de origem judaica, fazem quartel-general no Quartier Latin e propõem-se decifrar o manuscrito.
Um gang chefiado por uma americana, ou por um francês ou até mesmo, por um americano, coisa a esclarecer no interior pois todos andam à procura do mesmo, fará de tudo para se apossar do manuscrito.
Um texto que viaja entre Paris e o Laranjeiro de Fora e vice-versa, com incursões noutras paragens e viagens marcadas para o Médio Oriente, que vai a casas de penhores, viaja de avião e de metro, numa tão hilariante quanto trágica história de perseguições e mortes, cenas de pancadaria de criar bicho, das quais um dos protagonistas é um alentejano de nome Anacleto e onde figuram ainda uma tradutora transmontana, casada com um turco embarcadiço que gosta de contar anedotas e um presidente de câmara que gostava de jogos florais. Um thriller divertido e com suspense cronológico.
"




A escrita? Lamentavelmente, não apreciei este ponto. Não me consegui identificar com ela. Para um livro escrito em português e por um português achei-o demasiado desordenado. Não sei se o objectivo da enumeração/separação dos parágrafos é propositada para conseguir mudar de repente de assunto/cena sem ter de justificar algo ou por outro motivo qualquer que infelizmente não consegui compreender. Só sei que esta separação não é benéfica para a leitura, parece que durante a mesma andamos a fazer um puzzle do enredo e a tentar encaixar todos os parágrafos nos locais certos

O enredo? Adorei a sinopse e por isso estava à espera de um triller empolgadíssimo e cativante, fato que não se veio a verificar. Foi complicado não desistir da leitura antes chegar às páginas onde decorre o suposto suspense cronológico de 24h, quando finalmente apareceu continuei com vontade de desistir (fato que se veio a confirmar-se na página 80). Mais uma vez aqui o puzzle dos parágrafos criou uma desconexão de todo enredo e acabamos por andar meio perdidos durante toda a leitura (pelo menos até à página 80 onde cheguei)

As personagens?  Foi me impossível estabelecer qualquer tipo de ligação com as personagens, não me cativaram e não percebi a função/objectivo de algumas delas durante a narrativa. Achei-as desconexas e pouco apelativas.

Conclusão? Estou habituada a leituras simples e sem grande malabarismos linguísticos, sou admiradora de leituras fluidas e básicas. Deste modo, considero que talvez não serei a leitora recomendada para este género de escrita. Para mim, esta leitura foi pouco apreciada e cativante devido com uma escrita/enredo desconexos.

segunda-feira, 9 de março de 2015

"A Imperfeição é uma Virtude", de Brené Brown

Ficha técnica de: A Imperfeição é uma Virtude
Titulo original: The Gifts of Imperfection
Autor: Brene Brown
Data da Publicação: 02/2015
Editora: Nascente
IBSN: 9789896683436
Páginas: 240
PVP (em euros): 15,98
Página da autora: aqui




"Todos os dias nos deparamos com uma imensidão de imagens e mensagens da sociedade e dos media que nos dizem quem, o quê e como devemos ser. Fazem-nos acreditar que se tivermos uma aparência impecável e uma vida perfeita não iremos sentir-nos desadequados. E assim a maioria das pessoas atua diariamente, fingindo-se feliz e perfeita, ao mesmo tempo que na intimidade pensa em coisas como:
«E se eu não conseguir manter tudo aquilo que tenho? O que é que os outros vão pensar se eu falhar ou desistir? Quando vou poder parar de provar o que valho?»

Ao longo de dez capítulos, muito simples e intuitivos, Brené Brown entra na nossa mente, no nosso coração e espírito e explica como podemos cultivar a coragem, a compaixão e as relações de maneira a acordarmos de manhã e pensarmos:
«Não importa o que faço ou o que deixo por fazer, eu sou suficiente.»

E assim à noite, quando nos deitarmos, poderemos dizer:
«Sim, às vezes tenho medo, mas também consigo ter coragem. E, sim, eu sou imperfeito e vulnerável, mas isso não altera em nada o facto de eu ser merecedor de AMOR.»"


Não é habito meu opinar sobre livros de desenvolvimento pessoal, dado que, a comoção posterior à leitura de um livro deste género é muito mais pessoal do que a leitura de um livro de ficção, dependerá muito mais do nível de aceitação/resistência/vontade de cada leitor do que propriamente a qualidade ou tema abordado no livro.


Tenho alguns conhecimento básicos (a nível do senso comum, nada técnico) sobre alguns dos pontos abordados no livro, por isso, estou mais receptiva a certos aspectos e alguns dos quais já são do meu conhecimento enquanto outros foram uma completa novidade.


A nível geral achei o livro bem concebido, o tema é interessante mas achei que a sua escrita, em alguns momentos, se tornava confusa e de difícil compreensão, fato que poderá ser ou não atribuído à tradução.


Em resumo, foi uma leitura agradável e apelativa  que nos faz reflectir em diversos aspectos da nossa vida, com descrições de algumas situações reais que assombraram a própria autora e que esta ultrapassou aplicando os ensinamentos de quem vive de coração pleno.


 

 

quinta-feira, 5 de março de 2015

"Delírio" de Lauren DeStefano

Ficha técnica de:Delírio
Saga: O Jardim Quimico II

Titulo original:Fever
Autor: Lauren DeStefano
Data da Publicação: 03/2013
Editora: Planeta
IBSN: 9789896573348
Páginas: 232
PVP (em euros): 15,95
Página da autora: aqui


"Rhine e Gabriel fugiram da mansão, mas o perigo nunca ficou para trás.
Para Rhine de dezassete anos, a arriscada fuga do casamento polígamo parece ser o princípio do fim. A evasão leva Rhine e Gabriel a uma armadilha sob a forma de uma feira popular, cuja dona mantém várias raparigas prisioneiras, Rhine acaba de fugir de uma prisão dourada para se meter noutra ainda pior.
A jovem acaba por percorrer um cenário tão sombrio como o que deixou há um ano - que reflecte os seus sentimentos de medo, desespero e desesperança. Com Gabriel a seu lado está decidida a chegar a Manhattan para se encontrarem com Rowan, o irmão gémeo, mas a viagem é longa e perigosa e o que Rhine espera que seja uma segurança relativa revelar-se-á muito diferente.
Num mundo onde as raparigas só vivem até aos vinte anos e os rapazes até aos vinte e cinco, o tempo é precioso e Rhine não tem como escapar nem iludir o excêntrico sogro Vaughn, que está determinado a levá-la de novo para a mansão... a todo o custo. Nesta sequela de Raptada, a heroína tem de decidir se a liberdade vale a pena, pois tem mais a perder do que nunca."



A escrita? É simples mas ao mesmo tempo profunda.


O enredo? Ao contrario do primeiro volume achei que este estava mais bem concebido até quase quase ao final. O ritmo inicial é alucinante, há sempre algo acontecer, novas personagens a aparecer, novos ambientes, é um suspense constante. Contudo, nos últimos capítulos volta a descambar, o ritmo volta a ficar mais lento, a acção volta a andar em circulos, nem anda para a frente nem para trás.


As personagens?: Aqui também achei uma houve uma mudança significativa, a Rhine adquiriu um papel mais ativo e mais confiante (até quase quase ao final). O Gabriel finalmente entrou cena  e passou de uma pseuda ilusão a uma  personagem com atitudes e vontades.   


Conclusão? Fiquei empolgadíssima no inicio do enredo sem conseguir largar a leitura e ansiosa para chegar ao final… e quando finalmente cheguei, só conseguir pensar mas o que é que se passou? Não fui muito fã do primeiro volume, engracei com este mas também não me convenceu, no entanto, vou quer ler o terceiro para fazer um balanço geral da trilogia.


quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

"Feitiço" de Sylvia Day

Ficha técnica de: Feitiço
Titulo original: Spellbound
Autor: Sylvia Day
Data da Publicação: 04/2014
Editora: 5 Sentido
IBSN: 9789720046598
Páginas: 216
PVP (em euros): 15,50
Página da autora: aqui



"Max Westin: a personificação da sensualidade. Victoria podia até cheirá-la e senti-la assim que ele se aproximava. Tudo nele era brutal e determinado. Uma criatura primitiva, tal como ela."







Esta autora não é uma das minhas preferidas e este livro também não me parece que seja o preferido dos seus fãs, no entanto, eu resolvi dar lhe o beneficio da dúvida... 



A escrita? É simples e fluida permitindo uma leitura ultrasónica (se se gostar do tema).


O enredo? É confuso. Mesmo depois de o ler ainda não consegui perceber bem as ligações deste novo mundo fantástico criado pela autora. Tem bruxos, feiticeiros, predadores, familiares... um infinidade de novos seres que não sabemos o porquê da sua existência. Só que existe uma familiar que é bravia e precisa de ser dominada para se emparelhar com um feitiçeiro que depois tem de a alimentar e cuidar... (Apesar de o livro ser minusculo estamos constantemente a ser relembrados das mesmas coisas)

As personagens?: Não consegui criar empatia por nenhuma delas e nem pela sua relação. São pouco exploradas.


Conclusão? É um livro pequeno com letras gordas que se lê num ápice. Está recheado de cenas escaldantes mas pouco cativantes.