"A União Soviética de Estaline é, oficialmente, um paraíso, onde os
cidadãos vivem livres do crime e apenas temem uma coisa: o todo-poderoso
Estado. Defendendo este sistema, temos o oficial de segurança Leo
Demidov, um herói deguerra que acredita no punho de ferro da Lei. Mas
quando um assassino começa a matar indiscriminadamente e Leo se atreve a
investigar, este obediente servidor do Estado dá por si despromovido e
exilado. Agora, apenas com a sua mulher ao seu lado, Leo tem de se
debater para descobrir verdades chocantes a respeito de um assassino –e
de um país onde o crime supostamente não existe."
O enredo? Sou uma
leitora muito sensível, até mesmo com ficção me emociono e confesso que ler
sobre assassinatos de crianças e com algumas descrições pormenorizadas me
chocou um bocado e, de fato acabei mesmo por saltar a leitura desses pormenores.
É uma narrativa marcante, não só pelos assassinatos mas também pelo regime opressivo
vigora no país, onde não há liberdade de expressão, onde todos vivem com medo, onde todas as acções contra o regime são punidas severamente com a morte ou com o envio para gulags. Uma investigação com essas condicionantes torna-se
bastante difícil de realizar, especialmente se quem investiga pensa que trabalha para a
pátria e todos castigos que aplica são em nome de um bem maior, para um país mais
seguro para os seus habitantes.
As personagens? Leo é um homem inteligente mas que foi
levado a acreditar que tudo o que fazia era em prol da sua pátria, portanto,
quando todos os seus ideais são colocados à prova e a sua esposa é vitima do
sistema, vê-se obrigado areflectir e
confirmar que na realidade o seu trabalho consiste unicamente em exterminar
qualquer um que possa vir a revelar-se um rebelde.
A escrita?Rica em descrições cativantes que nos envolvem.
Conclusão? Uma leitura intensa com
várias surpresas ao longo da narrativa e peças que se vão encaixando a cada
capitulo lido.
"Para esquecer um ex-namorado infiel, a especialista em finanças Sara Dillon muda-se para Nova Iorque, aproveitando uma oportunidade profissional para se afastar das desilusões recentes na sua vida amorosa. O facto de conhecer, numa discoteca, aquele homem irresistivelmente sexy não deveria ter passado de uma noite de diversão. Mas a forma - e a rapidez - com que ele acaba com todas as suas inibições faz com que se revele mais do que uma aventura ocasional: ele torna-se o seu "Estranho Irresistível"."
A
escrita? É bastante acessivel permitindo leitura
descontraída, sedutora e com um leve toque de humor.
O
enredo? É muito diversificado a nível das
cenas eróticas, são nos apresentados vários cenários e multiplos momentos tórridos
cada um diferente do outro. Este ponto é capaz de ser o melhor do livro, não é
repetitivo nesse aspecto, apesar de a evolução romântica entre as duas
personagens progredir muito lentamente.
As personagens?São bastante diferentes, a nivel emocional,
das que aparecem no volume anterior, no entanto, a dinâmica entre
o casal não me cativou tanto. Para mim faltou ao casal um toque
de garra, o confronto entre os dois é sempre pacifico, ou desiste um ou cede o
outro, não há aquela energia/choque nos encontros deles. Adorei o Max, tem muita sensibilidade para um
playboy inveterado como é apelidado, para além de ser bastante atraente e
charmoso como se espera que seja. A Sara
apesar de querer ser muito aventureira a nível sexual, é muito reservada a nível
psicológico devido à bagagem que trazia da relação anterior. Não sei foi
essaforma deser demasiado cautelosa que acabou por não
dar vida à dinâmica entre os dois.
Conclusão?
Tenho o 1º volume da serie na
estante da minha biblioteca pessoal (onde
estão todos os livros que não consigo despegar-me) e apesar
de ter achado esse 2º ligeiramente mais fraco que o seu antecessor, não deixou
de ser uma leitura prazerosa e que me deixou a desejar ler o próximo volume.
Entrevista às autoras sobre o serie Beautiful Bastard
Ficha técnica de: A Filha do Barão Autor: Célia Correia Loureiro Data da Publicação: 01/2014 Editora: Marcador IBSN: 9789897540394 Páginas: 576 PVP (em euros): 19,90 A autora no:Blogue; Facebook e Goodreads
"Quando D. João tece a união da sua única filha, Mariana de Albuquerque, com o seu melhor amigo - um inglês que investiga o potencial comercial do vinho do Porto -, não prevê a espiral de desenganos e provações que causará a todos. Mariana tem catorze anos e Daniel Turner vive atormentado pela sua responsabilidade para com a amante. Como se não bastasse, o exército francês está ao virar da esquina, pronto a tomar o Porto e, a partir daí, todo o país.
No seu retiro nos socalcos do Douro, Mariana recomeça uma vida de alegrias e liberdade até que um soldado francês, um jovem arrastado para um conflito que desdenha, lhe bate à porta em busca de asilo. Daniel está longe, a combater os franceses, e Gustave está logo ali, com os seus ideais de igualdade e o seu afeto inabalável, disposto a mostrar-lhe que a vida é bem mais do que um leque de obrigações.
1809. Num Portugal invadido só o amor poderá unir o que os homens dividem."
Não
é a primeira vez que tenho contacto com uma obra desta
autora mas é a primeira vez que ela me deixa realmente
extasiada com um livro seu. Depois de uma tentativa fracassada a
tentar ler o seu livro “Demência”, o qual só lia boas opiniões, mas que infelizmente não me cativou (ainda o vou tentar ler novamente). Tomei
conhecimento do lançamento do livro por uma amiga que o adquiriu e o
devorou em dois dias e que por isso me incentivou a lê-lo,
avisando-me que desta vez tinha a certeza que não me ia arrepender.
Só me resta dizer que Obrigado, decididamente não me arrependi!
A
escrita?Ao contrário do
que senti a quando a leitura do outro livro, achei que este tinha uma
escrita bastante simples, fluída e ao mesmo tempo cativante com o
uso de diversas expressões da época, que nos incentivam a ler num ápice.
O
enredo? (Sou uma amante do romances históricos e normalmente só
consigo satisfazer esta minha paixão na literatura estrangeira,
tirando o livro “Alma Rebelde” da Carla Soares que gostei bastante, ainda não tinha encontrado outro livro de um autor
português que estivesse à altura das minhas expectativas, no
entanto, este acabou por as superar.) Encontramos um pouco de tudo
nesta leitura, desde a referencia à guerra napoleónica, à fuga da monarquia, aos vinho
do porto, ao contraste entre os costumes ingleses e portugueses, à pobreza, aos casamentos arranjados, à discrepância dos diversos extractos sociais, sem falar no amor, na traição e no mais
importante, o perdão. Gostei bastante de tudo mas achei o final um bocadinho negro de mais, acho que morreram personagens (ou eu penso
que morreram) que podiam não ter morrido e assim não ter dado um
clima tão mórbido ao final, sem mencionar a cena da Ponte das Barcas
que achei bastante potente. O final é que me deixou um pouco renitente porque deixa-nos ficar com algumas questões sem resposta, mas após um esclarecimento da autora compreendi o motivo para um final tão repentino.
As
personagens? Temos um enredo recheado de muitas personagens
interessantes e marcantes. O protagonista masculino, o Daniel é
tipicamente inglês de fisionomia mas não de personalidade, é
jovem, empreendedor, inteligente, sincero, com muito sentido de honra, tem
dificuldade de assumir os seus sentimentos mas vai desabrochando ao
longo do livro, acabando por nos seduzir com o seu encanto e com o
seu coração de ouro. Do lado feminino, temos Mariana, uma jovem 14
anos com casamento arranjado pelo seu pai, apesar da sua tenra idade
ela tem uma mentalidade mais avançada, um carisma forte e decisivo, muito curiosa e teimosa, encantadora e cheia de vida. Ao contrario do seu amado, com o evoluir da trama ela entra numa espiral recessiva, isto é, comecei por gostar
muito dela, da sua posição e das suas atitudes mas depois perdeu-se pelo meio, na indecisão de ser
mulher ou menina, de aceitar ou não as suas obrigações. Pessoalmente gosto
de personagens fortes que tomem as rédeas da sua vida, que lutem por
ela com garra e, realmente a Mariana começou com esse entusiasmo todo mas depois desmoronou-se completamente e as
suas acções e teimosias (inconsequentes ou não) ditaram o tal final mais negro (acho que não
a perdoei por isso). Depois temos um D. João como um pai extremoso, D. Sofia a mãe de Mariana que começa como uma velhaca típica da sua classe
social mas que no final acabamos por perceber os motivos de tanto ressentimento. Isabel é um mistério, cativa-nos pela sua força de vontade em sobreviver, por todos os traumas que passa e mesmo aparecendo numa posição ingrata, como a amante de Daniel consegue ser bastante honrada, contudo, ainda fiquei com dúvida se nos enganou o tempo todo (só iremos saber nas
cenas dos próximos capítulos). Gostava que a mãe do Daniel, D. Ada, tivesse um pouco mais de protagonismo, que se tentasse envolver mais no decorrer dos acontecimento, faltava
lhe um pouco mais força e genica. Lizzie, a irmã de Daniel faz parte de
um romance de segundo plano que acompanhamos no decorrer do livro e
qual tenho pena de não ter lhe sido dado um pouco mais de importância, é pena é ela perdido tanto tempo com a sua teimosia e “cegueira” e não ver quem realmente merece a sua devoção. Adorei todos os criados, especialmente a calma e sábia Nuna.
Conclusão?
Confesso que estive na dúvida que
pontuação havia de atribuir, entre 4 ou 5 estrelas, inicialmente optei pelas 4 pelo final ter deixado muitas questões em aberto,
muitas perguntas que ficam por responder e suposições que temos de
fazer. No entanto, após um esclarecimento da autora que me informou
que provavelmente teremos uma "espécie de continuação" resolvi
atribuir-lhe 5 estrelinhas, porque realmente merece. Tive a
oportunidade de o ler emprestado mas decididamente é um livro que
quero adquirir para ficar na minha estante para a posteridade e mais tarde reler (quem sabe
quando for publica a tal sequela). Posto isto, é com enorme prazer que
recomendo a leitura deste livro a todos os apaixonados dos romances
históricos, pois tenho a certeza de que não se vão arrepender (ah, não se
assustem com as 584 páginas, elas devoram-se num instante)!