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sexta-feira, 29 de julho de 2016

Trilogia "Vale Ribeiro" de Linete Landim



  "Um casamento orquestrado por duas famílias nobres, dois noivos estranhos um ao outro, duas vidas tão diferentes. Para Afonso, o casamento é apenas algo para o qual não tem fuga possível. A renúncia por parte da família e um desgosto amoroso que quase o levou à loucura, fizeram do futuro Duque um homem sem coração. Sempre com a sombra da traição nos ombros, Afonso vê todos os homens como uma ameaça e sufoca a jovem esposa com as suas desconfianças. Inês estava longe de ser o seu ideal de mulher, a sua pureza e inexperiência não fascinavam o homem ardente e exigente, mal sabia que Inês lutaria pelo seu amor, que o surpreenderia de forma tão intensa e envolvente"


"Depois de anos a navegar pelo mundo, sem destino, sem amarras, o libertino Guilherme Monteiro encontra na pequena vila de Vale Ribeiro a sua mais temida aventura: ser um homem casado. Convicto de que jamais alguém terá o poder de alterar o seu estilo de vida, Guilherme aceita o noivado com leviandade, longe de imaginar que a noiva, Mariana Bento, o enfrentaria e lutaria por ele como seu esposo, seu amante... seu, só seu."








"Isolada do mundo, fortemente vigiada pela mãe, Rute Bento conhece a vida através dos olhos da progenitora. Margarida Bento preparara a filha para ser a mais dedicada, a mais obediente e pura das noivas, qualidades fortemente apreciadas entre os nobres.
O destino, porém, irá casar Rute com Augusto Faria, um simples médico de província, e deste modo, como num conto de fadas, o plebeu fica com a bela aristocrata.
Como poderá um simples médico fazer feliz uma nobre? Como aceitará a pretensiosa Rute viver sem os luxos da sua classe?
O choque é inevitável, mas uma paixão intensa irá apanhá-los de surpresa."




O tempo tem sido muito escasso para escrever opiniões e apesar do blogue ter parado as minhas leituras nem por isso!

Terminei de ler esta trilogia e devo dizer que me encantou de tal formar que não posso deixar de partilhar o minha satisfação! Não conhecia a autora, nem a editora e quando me emprestaram os livros não fazia ideia do tesouro que eram!

Como já devem ter reparado, sou adepta dos romances de época. Quando preciso de me distrair do mundo envolvente, são esses os livros que escolho, são sempres de fácil leitura, com muito romance e uma pitada de erotismo e é claro o “Lord” fica sempre com a “Lady” no final. Sim, muitas vezes são completos clichés… mas não deixam de ter as suas diferenças quando os lemos com o coração aberto.

Comecei renitente com o primeiro livro “Flores Silvestres”, as atitudes de Afonso são algumas vezes contraditórias e Inês mostra-se bastante insegura na maioria do tempo. No entanto, no decorrer da leitura eles foram me conquistando aos pouquinhos e no final da leitura estava completamente rendida a estas personagens principais e também às secundárias, aguçando assim a minha vontade de ler os próximos livros.

“Porto de Abrigo” é o segundo volume e apesar de ser mais pequeno e o enredo menos elaborado, pelo menos para alguns, cativou-me desde o inicio e encantou-me por completo. Adorei Guilherme e Mariana são personagens enérgicas, cheias de vida e de determinação.

Fiquem apreensiva com o que me esperava do terceiro e ultimo livro “Casamento Cortês”, Rute não se mostrou propriamente uma personagem minimamente interessante nos primeiros livros  e por isso estava com duvida se me ia agradar! Estou muito contente por vos dizer que me enganei redondamente!!! Oh, sim!! A autora conseguiu a proeza de me surpreender e arrebatar por completo com este livro. Fiquei deliciosamente aprisionada a esta leitura e deveras enfeitiçada! O enredo é único, diferente do que habitualmente estou a familiarizada com estas leituras. Neste caso, temos uma dama que se vê abraços com um casamento arranjado com um homem de uma classe inferior, um médico que vive na aldeia, longe do glamour e das festas. Augusto é um homem honesto, terno que se vê apaixonado por Rute, uma mulher com pouca auto-estima e aparentemente submissa, que foi educada pela mãe para ser uma aristocrata. Ao longo da leitura somos conquistados pelo desabrochar de uma nova Rute, pelas suas conquistas, pela sua perspicácia, pela sua inteligência e até pelas suas inseguranças.


Portanto, recomendo a leitura desta trilogia a todos os amantes deste género de livros e deixem-se enfeitiçar por estas personagens pois não se vão arrepender! 

Os meus parabéns à autora por este maravilhoso trabalho, é simplestmente divinal...

quinta-feira, 16 de julho de 2015

"Só se Ama Uma Vez" de Johanna Lindsey

Ficha técnica de: Só se ama uma vez 
Titulo original: Love Only Once
Autor: Johanna Lindsey
Data da Publicação: 03/2015
Editora: ASA
IBSN: 9789892330334
Páginas: 320
PVP (em euros): 16,90
Pagina da autora: aqui

 "Regina Ashton já recusou tantos pretendentes à sua mão que a alta-sociedade londrina a considera uma snobe sem coração. Não podiam estar mais enganados. Órfã desde cedo, Regina é a sobrinha superprotegida de Lord Edward e Lady Charlotte Malory, a quem é muito difícil agradar. Aos olhos dos tios, nenhum dos jovens candidatos é suficientemente bom. Cansada de tão infrutífera busca, a jovem sai de casa numa noite escura, decidida a informá-los de que não pensa casar… nunca!
Mas o seu plano coloca-a no sítio errado à hora errada, e é raptada por engano. A sua ira perante a arrogância do raptor, Nicholas Eden, vai inesperadamente dar lugar a sentimentos contraditórios de paixão e vergonha. Aquela noite não mais lhe sairá da cabeça.
O Visconde Nicholas Eden também tinha um plano: dar uma lição à sua amante descontente, raptando-a ao abrigo da noite. Não contava enganar-se na pessoa e arruinar a reputação de uma menina de família. Mas agora, movido pelo desejo mais desenfreado que alguma vez sentiu, é a custo que reconhece que nunca poderá casar com Regina, apesar do escândalo que paira sobre eles. Implacável, é o destino que os uniu a afastá-los irremediavelmente, ainda que ambos saibam que um amor assim só se vive uma vez…" 




O enredo? Simplesmente encantadoramente surpreendente. Uma jovem solteira muito cobiçada, proveniente de uma família muito caricata é raptada, por engano, por um conhecido libertino que jurou nunca de casar. Com a sua reputação condenada e com falta de vontade iniciar a nova temporada, esta decide que a melhor solução é mesmo aproveitar e obrigar o irresistível libertino a casar. A autora transformou um enredo considerado banal em algo completamente divinal, repleto de muito humor, cenas caricatas e  descobertas inesperadamente sedutoras. 

As personagens? Regina, para além de ser bastante bela, é verdadeiramente inteligente, muito perspicaz e também uma manipuladora nata, conseguindo levar a sua avante de forma hábil e subtil, no entanto, depara-se com um Nicholas, um sedutor brilhante com ego enorme, mas verdadeiramente teimoso e casmurro. O confronto entre os dois, o confronto com a família dela torna esta leitura muito descontraída. 

A escrita?  É simples como era de esperar para este tipo de livro, no entanto, a não separação física da narração de cada personagem pode causar  alguns momentos ligeiramente confusos. 

Conclusão? Adorei! Estou enfeitiçada por esta família, são divinais! Os Malory são uma família que cativa qualquer leitor dos romances deste genero, muito pouco convencionais, têm um sentido de protecção adorável, para além de personagens verdadeiramente intrigantes.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

"Romance com o Duque", de Tessa Dare

Ficha técnica de: Romance com o Duque
Titulo Original: Romancing the Duke 
Autor: Tessa Dare

Data da Publicação: 03/2015
Editora: Topseller
IBSN: 9789898491329
Páginas:304
PVP (em euros): 15.98
Página da autora: aqui


"Uma donzela perdida, um castelo misterioso, um duque com um temperamento e um passado um pouco… Complicados. O cenário perfeito para um amor improvável.

Como filha de um afamado escritor, Isolde Ophelia Goodnight, também conhecida por Izzy, cresceu em redor de românticos contos de cavaleiros corajosos e belas donzelas. As histórias daqueles livros prometiam inúmeras possibilidades. E por isso mesmo nunca duvidou de que o romance teria lugar também na sua vida.
À medida que foi crescendo, porém, foi riscando essas possibilidades da lista. Uma a uma:
O patinho feio que se tornou cisne.
Ser raptada por um atraente salteador de estrada.
Ser salva da miséria por um príncipe encantado.

Alto lá… Agora que os seus desejos de amor romântico se haviam gorado, Izzy já estava resignada a uma vida de mera subsistência. Mas havia um conto de fadas predestinado a esta mulher de vinte e seis anos, não tão atraente quanto isso, pobre e que nunca fora beijada. Esse conto de fadas era... Este."



A escrita? Simples e cativante, para uma leitura super sónica!

O enredo? Sim, é mais um romance histórico sedutor, com um enredo leve recheado de muitas cenas humorísticas, cuja a acção se centra basicamente na evolução da relação das personagens, e "trim tin tin pardais ao ninho". Temos uma donzela que sempre se considerou um patinho feio mas é a musa das historias de encantar do seu pai e de  uma legião de fans que a segue por todo o lado. No entanto, aos 26 anos ainda não encontrou o seu príncipe encantado, encontra-se falida e a sua única salvação é o castelo que herdou de um tio, mas que para seu espanto está em ruinas e com um Duque que se intitula dono do mesmo.  A interacção destes dois é divinal com muitas cenas caricatas e bem divertidas.  

As personagens? Izzy é uma mulher independente, apaixonada, sonhadora e  desde muito nova foi responsável pelo sustento e organização da casa. Ransom é um homem atormentado pelo amor não correspondido e que para além das sequelas físicas que este lhe deixou também o feriu emocionalmente. 

Conclusão? Um romance divinal que se lê num piscar de olhos! Que nos cativa a cada gargalhada e que nos deixa no final com um sorriso nos lábios e a sensação de que queremos mais.Uma referência a não deixar escapar no mundo dos romances históricos.




quinta-feira, 16 de maio de 2013

"Na Cama Com Um Highlander", Maya Banks



Ficha técnica de: Na Cama Com Um Highlander 
Titulo original: In Bed with a Highlander
Autor: Maya Banks
Data da Publicação: 01/2013
Editora: Bertrand
IBSN: 9789722525510
Páginas: 336
PVP (em euros): 16,60 
Página da autora: aqui


"Ewan, o mais velho dos irmãos McCabe, é um guerreiro decidido a destruir o seu inimigo. Agora que o momento é ideal para a guerra, os seus homens estão preparados e Ewan quer reaver aquilo que lhe pertence – até que uma tentação de olhos azuis e cabelo negro se atravessa no seu caminho. Mairin pode muito bem ser a salvação para o clã de Ewan, mas, para um homem que sonha com vingança, as questões do coração são um território desconhecido a conquistar.

Mairin é filha ilegítima do rei e é senhora de propriedades valiosas que a obrigaram a esconder-se e a desconfiar do amor. Os seus piores receios acabam por acontecer quando é salva do perigo mas depois obrigada a casar com o seu salvador, Ewan McCabe, um homem carismático que está habituado a mandar. Mas a atração que sente pelo seu novo marido fá-la desejar o seu toque; o seu corpo ganha vida com a mestria sensual dele. E à medida que a guerra se aproxima, as forças, o espírito e a paixão de Mairin obrigam Ewan a derrotar os seus próprios fantasmas e a entregar-se a um amor que significa mais do que a vingança e a terra."


Este é primeiro livro de uma trilogia que conta a história de três irmãos, um irmão para cada livro.


A escrita? Ao contrário do que estava à espera a escrita é bastante simples e acessível, tornando a leitura bastante rápida. Contudo confesso que esperava algo mais especifico com o uso de alguma expressões típicas da época (há muitos leitores que não gostam mas para mim muito do atracção do livro reside aí) mas apenas temos a referência ao uso da palavra “rapariga” em vez da famosa “moça” típica na altura, como não li a versão original não sei se será algum problema de tradução (que não me admirava nada já que de certeza que quem escreve livros de um tempo e sitio especifico não se ia esquecer de uma usar uma linguagem mais apropriada) ou então terá sido mesmo falta de imaginação da escritora.


O enredo? Este género de livros tem sido os meus preferidos nos últimos tempos, gosto bastante das descrições das paisagens, do ambiente, da guerra entre os Clãs, da linguagem... etc. Neste livro encontramos um pouquinho disso tudo, temos amor, conquista, perdão, sedução, companheirismo, traição, vingança, acção, humor e conspirações políticas. Apesar de no livro estar claramente referido que é de cariz erótico e o próprio titulo assim o faz entender, na minha opinião, apesar de conter vários momentos quentes (que não podiam faltar, é claro) o sexo não é de certeza o tema central e a grande maioria do livro é recheado de outro tipo de acção.


As personagens? Como é normal, a personagem masculina é a típica destes livros, o habitual guerreiro das Terras Altas, alto, entroncado, com cabelos longos e com um aspecto selvagem mas terrivelmente sedutor, um verdadeiro macho da época mas como sempre é um cordeiro com pele de lobo. Ewan McCabe, a personagem masculina principal, é o filho primogénito, viuvo e com um filho jovem, é portanto também o responsável pela sobrevivência do seu Clã. Para personagem feminina principal, temos Mairin, filha ilegítima do rei e herdeira de uma terra valiosa e com um dote bastante cobiçado. Como não poderia deixar de ser é uma virgem ingénua que foi educada num convento de freiras durante dez anos, no entanto, apesar da sua falta de sabedoria nas artes da sedução, é bastante arrojada e curiosa, também é teimosa e bastante corajosa. O confronto de ambas as personagens é interessante e recheado de alguns momento de humor subtil e especialmente quando os irmãos se juntam à cena.  


Conclusão? Confesso que esperava mais e melhor, não é mau mas ficou aquém das minhas expectativas. Esperava mais alusões às lendas típicas dos Highlanders, uma linguagem mais apropriada, as cenas quentes não me cativaram e não criei aquela empatia com as personagens. Contudo, fiquei bastante curiosa em relação ao próximo livro, gostei bastante dos outros dois irmãos e gostava de saber o que lhe está reservado. 



terça-feira, 8 de janeiro de 2013

"O Principe Corvo", Elizabeth Hoyt


Ficha técnica de: O Príncipe Corvo

Titulo original: The Raven Prince


Data da Publicação: 2009
Editora: Livros da Seda

IBSN: 9789727707027

Páginas: 326

PVP (em euros): 19,08





"«Nessa mesma noite, naquela que foi a mais estranha cerimónia alguma vez testemunhada, Aurea casou-se com o corvo.» Little Battleford, Inglaterra rural, segunda metade do século XVIII. Assistindo à constante debilidade das finanças familiares, Anna Wren, recentemente enviuvada, vê-se na necessidade de encontrar emprego. Culta e letrada, torna-se secretária de Edward de Raaf, conde de Swartingham. Homem de um carácter que a vida tornou mordaz e inflexível, de rosto e corpo marcado por cicatrizes de infância, tudo parece indicar que Anna Wren será uma secretária a prazo. Numa improvável partida do destino, ambos despertam o lado mais secreto do outro, rapidamente desenvolvendo um desejo mútuo e de forte carga erótica, inicialmente não assumido.Na Inglaterra do Império e das conquistas ultramarinas, nas vésperas da Revolução Industrial, conseguirá o preconceito e o conservadorismo separar duas almas talhadas para se unirem?"



Este é daqueles livros em que nos temos de abstrair de olhar para a capa e limitarmo-nos apenas a lê-lo. Se já não tivesse lido outro livro da escritora duvido muito que alguma vez tivesse interesse em ler este.

Este livro faz parte da trilogia Os Principes que inclui o TheLeopard Prince (2007) e The Serpent Prince (2007) que espero que a editora se lembre e os publique os outros.

A escrita? Permite uma leitura rápida e sem constrangimentos, é simples, fluída e cativante!

As personagens? Não podemos esperar em não ter clichés neste género de livros, mas este ainda consegue diferenciar-se em alguns aspectos que caracterizam o casal principal. Edward, não deixa de ser um conde, no entanto, não é típico engatarão a que estamos habituados. É mal-humorado, rezingão e intimidante para além de ter o rosto marcado por cicatrizes, não deixando de ter o seu encanto de sensualidade. Anna é uma viuva corajosa, ousada mas que atravessa dificuldades financeiras e que faz o impensável para a  época, decide que tem de trabalhar. A relação de ambos começa de forma estritamente profissional mas com a convivência evolui para algo mais.

O enredo? Achei interessante o inicio de cada capitulo começar com excertos de um conto encantado. Apesar de a escritora fazer bastantes referências aos costumes da época e a caracterizar bem, não deixa de existir um certo grau de clichés. A acção centra-se essencialmente na evolução da relação do casal, neste caso, é gradual e não a habitual paixão desenfreada. Os momentos eróticos são sublimes e sensuais e é bastante interessante porque Anna tem uma mente bem arrojada para época.   

Conclusão? Gostei bastante! É o género de livros que adoro ler para descontrair, um romance leve com um ligeiro humor à mistura! Para quem gosta de romances históricos com uma pitada de sensualidade não pode perder esta leitura!

Curiosidades? A autora é uma apreciadora de cães e isso faz com que pelo menos em oito dos seus livros tenham cães como personagens. Neste conhecemos o Jock e ele proporciona-nos momentos bem engraçados. Podem conhecer os restantes cães e os respectivos livros aqui.  

Será que a editora não podia ter optado por outra capa? No estrangeiro foram publicadas umas mais apelativas e interessantes! 



segunda-feira, 24 de setembro de 2012

"Rosa Selvagem", Patricia Cabot



Ficha técnica de: Rosa Selvagem
Titulo original: Where Roses Grow Wild
Autor: Patricia Cabot
Data da Publicação: 09/2012
Editora: Livro D’Hoje
IBSN: 9789722049108
Páginas: 368
PVP (em euros): 15,40

“Como nunca houvera uma mulher que não conseguisse encantar, Edward tinha a certeza de que iria conquistá-la. Mas Pegeen MacDougal não era nem velha, nem criança - era muita mulher, com uma língua aguçada, uns olhos verdes de levar ao inferno e uma sensualidade que o deixava doente. Infelizmente, ela desprezava-o, assim como à ostentação da sua classe social e à falta de consideração que mostravam pelos menos afortunados. Mas, pelo bem do seu sobrinho Jeremy, Pegeen concordou que ambos se mudariam para a propriedade de Edward. O risco tornou-se rapidamente aparente. Pois ela sabia que podia resistir ao dinheiro de Edward, ao seu poder, à sua posição... a todo o seu mundo. No entanto, era o seu beijo que prometia ser a sua destruição.”



Este é o primeiro livro de uma serie de livros históricos/sensuais escritos pela escritora Patrícia Cabot (a.k.a Meg Cabot) que conta com 8 livros publicados entre 1998 e 2002.

Como sou fã de livros deste género foi com muita curiosidade e entusiasmo que iniciei esta leitura. O resultado não poderia ter sido melhor, fiquei completamente rendida!

As personagens têm tudo o que gosto. Pegeen, apesar de ser uma simples filha de um vigário, é uma mulher com ideias concisas e pouco ortodoxas relativamente às condições das mulheres do seu tempo e a sua língua afiada faz com que muitas da vezes seja pouco apreciada na sociedade. No entanto, é por esses supostos “defeitos” e a sua deliciosa beleza que o coração do afamado “Destruidor de Corações” Edward Rawling fica perdidamente rendido. Edward é o segundo filho de um duque, apesar da riqueza não tem pretensões futuras de ocupar o lugar do pai, por isso, contenta-se apenas gozar o seu estatuto de bon vivant. 

O enredo acaba por não ser nada especial, contudo, o verdadeiro encanto deste livro reside nos diálogos das personagens, nas faíscas que brotam sempre que o casal se encontra, no jogo do gato e do rato, na constante negação que ambos fazem para não admitirem verdadeiramente os seus sentimentos, na sedução subtil e inocente de Peggen, na paixão desenfreada e louca de Eddie. As cenas sensuais são apaixonantes, intempestivas e repletas de muito sensualismo que fazem crescer borboletas na barriga.

Concluindo, é um romance leve, ternurento, com momentos hilariantes, de escrita simples e cativante, que nos incentiva a uma leitura rápida e descontraída.