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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

"A Filha do Barão", Celia Correia Loureiro

Ficha técnica de: A Filha do Barão
Autor: Célia Correia Loureiro
Data da Publicação: 01/2014
Editora: Marcador
IBSN: 9789897540394
Páginas: 576
PVP (em euros): 19,90 
A autora no: Blogue; Facebook e Goodreads 



"Quando D. João tece a união da sua única filha, Mariana de Albuquerque, com o seu melhor amigo - um inglês que investiga o potencial comercial do vinho do Porto -, não prevê a espiral de desenganos e provações que causará a todos. Mariana tem catorze anos e Daniel Turner vive atormentado pela sua responsabilidade para com a amante. Como se não bastasse, o exército francês está ao virar da esquina, pronto a tomar o Porto e, a partir daí, todo o país.
No seu retiro nos socalcos do Douro, Mariana recomeça uma vida de alegrias e liberdade até que um soldado francês, um jovem arrastado para um conflito que desdenha, lhe bate à porta em busca de asilo. Daniel está longe, a combater os franceses, e Gustave está logo ali, com os seus ideais de igualdade e o seu afeto inabalável, disposto a mostrar-lhe que a vida é bem mais do que um leque de obrigações.
1809. Num Portugal invadido só o amor poderá unir o que os homens dividem."

Não é a primeira vez que tenho contacto com uma obra desta autora mas é a primeira vez que ela me deixa realmente extasiada com um livro seu. Depois de uma tentativa fracassada a tentar ler o seu livro “Demência”, o qual só lia boas opiniões, mas que infelizmente não me cativou (ainda o vou tentar ler novamente). Tomei conhecimento do lançamento do livro por uma amiga que o adquiriu e o devorou em dois dias e que por isso me incentivou a lê-lo, avisando-me que desta vez tinha a certeza que não me ia arrepender. Só me resta dizer que Obrigado, decididamente não me arrependi!


A escrita?  Ao contrário do que senti a quando a leitura do outro livro, achei que este tinha uma escrita bastante simples, fluída e ao mesmo tempo cativante com o uso de diversas expressões da época, que nos incentivam a ler num ápice.

O enredo?  (Sou uma amante do romances históricos e normalmente só consigo satisfazer esta minha paixão na literatura estrangeira, tirando o livro “Alma Rebelde” da Carla Soares que gostei bastante, ainda não tinha encontrado outro livro de um autor português que estivesse à altura das minhas expectativas, no entanto, este acabou por as superar.) Encontramos um pouco de tudo nesta leitura, desde a referencia à guerra napoleónica, à fuga da monarquia, aos vinho do porto, ao contraste entre os costumes ingleses e portugueses, à pobreza, aos casamentos arranjados, à discrepância dos diversos extractos sociais, sem falar no amor, na traição e no mais importante, o perdão. Gostei bastante de tudo mas achei o final um bocadinho negro de mais, acho que morreram personagens (ou eu penso que morreram) que podiam não ter morrido e assim não ter dado um clima tão mórbido ao final, sem mencionar a cena da Ponte das Barcas que achei bastante potente. O final é que me deixou um pouco renitente porque deixa-nos ficar com algumas questões sem resposta, mas após um esclarecimento da autora compreendi o motivo para um final tão repentino.

As personagens?  Temos um enredo recheado de muitas personagens interessantes e marcantes. O protagonista masculino, o Daniel é tipicamente inglês de fisionomia mas não de personalidade, é jovem, empreendedor, inteligente, sincero, com muito sentido de honra, tem dificuldade de assumir os seus sentimentos mas vai desabrochando ao longo do livro, acabando por nos seduzir com o seu encanto e com o seu coração de ouro. Do lado feminino, temos Mariana, uma jovem 14 anos com casamento arranjado pelo seu pai, apesar da sua tenra idade ela tem uma mentalidade mais avançada, um carisma forte e decisivo, muito curiosa e teimosa, encantadora e cheia de vida. Ao contrario do seu amado, com o evoluir da trama ela entra numa espiral recessiva, isto é, comecei por gostar muito dela, da sua posição e das suas atitudes mas depois perdeu-se pelo meio, na indecisão de ser mulher ou menina, de aceitar ou não as suas obrigações. Pessoalmente gosto de personagens fortes que tomem as rédeas da sua vida, que lutem por ela com garra e, realmente a Mariana começou com esse entusiasmo todo mas depois desmoronou-se completamente e as suas acções e teimosias (inconsequentes ou não) ditaram o tal final mais negro (acho que não a perdoei por isso). Depois temos um D. João como um pai extremoso, D. Sofia a mãe de Mariana que começa como uma velhaca típica da sua classe social mas que no final acabamos por perceber os motivos de tanto ressentimento. Isabel é um mistério, cativa-nos pela sua força de vontade em sobreviver, por todos os traumas que passa e mesmo aparecendo numa posição ingrata, como a amante de Daniel consegue ser bastante honrada, contudo, ainda fiquei com dúvida se nos enganou o tempo todo (só iremos saber nas cenas dos próximos capítulos). Gostava que a mãe do Daniel, D. Ada, tivesse um pouco mais de protagonismo, que se tentasse envolver mais no decorrer dos acontecimento, faltava lhe um pouco mais força e genica. Lizzie, a irmã de Daniel faz parte de um romance de segundo plano que acompanhamos no decorrer do livro e qual tenho pena de não ter lhe sido dado um pouco mais de importância, é pena é ela perdido tanto tempo com a sua teimosia e “cegueira” e não ver quem realmente merece a sua devoção. Adorei todos os criados, especialmente a calma e sábia Nuna.

Conclusão?  Confesso que estive na dúvida que pontuação havia de atribuir, entre 4 ou 5 estrelas, inicialmente optei pelas 4 pelo final ter deixado muitas questões em aberto, muitas perguntas que ficam por responder e suposições que temos de fazer. No entanto, após um esclarecimento da autora que me informou que provavelmente teremos uma "espécie de continuação" resolvi atribuir-lhe 5 estrelinhas, porque realmente merece. Tive a oportunidade de o ler emprestado mas decididamente é um livro que quero adquirir para ficar na minha estante para a posteridade e mais tarde reler (quem sabe quando for publica a tal sequela). Posto isto, é com enorme prazer que recomendo a leitura deste livro a todos os apaixonados dos romances históricos, pois tenho a certeza de que não se vão arrepender (ah, não se assustem com as 584 páginas, elas devoram-se num instante)!

Deixou-vos os video da promoção do livro!



terça-feira, 30 de abril de 2013

"Vertigem de Paixão", Elizabeth Hoyt



Ficha técnica de: Vertigem de Paixão 
Titulo original: To Seduce a Sinner
Autor: Elizabeth Hoyt
Data da Publicação: 04/2013
Editora: Quinta Essência
IBSN: 9789897260575
Páginas: 372
PVP (em euros): 15,50 


“Durante anos, Melisande Fleming amou Lorde Vale de longe… vendo-o seduzir uma sucessão de amantes e, uma vez, entrevendo a intensidade de sentimentos sob o seu exterior despreocupado. Quando ele é abandonado no dia do casamento, ela enche-se de coragem e oferece-se para ser sua mulher. Vale tem todo o gosto em desposar Melisande, nem que seja apenas para produzir um herdeiro. Porém, tem uma agradável surpresa: uma dama tímida e recatada durante o dia, ela é uma libertina durante a noite, entregando-lhe o seu corpo… Mas não o seu coração.  Decidido a descobrir os segredos de Melisande, Vale começa a cortejar a sua sedutora mulher – enquanto esconde os pesadelos dos seus dias de soldado nas Colónia que ainda o atormentam. No entanto, quando uma mortífera traição do passado ameaça separá-los, Lorde Vale tem de expor a sua alma à mulher com quem casou… ou arriscar-se a perdê-la para sempre.”



Este é o segundo livro da serie “A Lenda dos Quatro Soldados” e aqui conhecemos a história de amor entre Lord Vale e de Melisande.


A escrita? Como já vem sendo habitual a escritora continua a presentear-nos com uma escrita simples e fluida.


O enredo? Tal como aconteceu no primeiro livro, neste temos novamente um ex-soldado das colónias que busca incansavelmente o traidor do seu regimento. A escritora consegue de forma surpreendente incluir num romance de época bastante sensual e erótico, um lado mais expedito, com muito suspense, intriga,  traição e muita acção à mistura. Continuo a adorar a introdução de cada capitulo, pois para além do enredo somos também brindados com conto de fadas que acompanha todo o livro. 


As personagens? Lord Vale é protagonista masculino deste livro, é um homem traumatizado  pela guerra onde viu os seus companheiros serem mortos e torturados, no entanto, apresenta-se como um bon vivant, com um sentido de humor muito apurado. Melisande é a personagem feminina deste romance, é uma mulher difícil de compreender, com uma personalidade bastante peculiar que só para o final do livro conseguimos compreender o motivo das atitudes que toma, mas mesmo assim, não me conseguiu cativar e ficou bastante aquém do que estava à espera. O romance evolui de uma forma gradual, bastante erótico e um pouco arrojado para a época, mas mesmo assim para mim teve algumas falhas com cenas sem sentido. Temos um cheirinho também do romance que envolve os dois criados de quarto do casal principal e ficamos a conhecer as personagens do próximo livro  Sir Alistair e Helen Fitzwilliam.


Conclusão? Este é o terceiro romance da autora que leio e no meu entender é o mais fraco, já que, infelizmente não consegui estabelecer a tal certa empatia habitual que se costuma sentir com o casal protagonista, apesar da cena caricata do inicio a primeira metade do livro é pouco cativante e o casal não demonstra qualquer tipo da afinidade ou química. Apesar das minhas expectativas não terem sido atingidas, continuo a gostar muito das obras da autora e espero impacientemente pela tradução do próximo livro.


Curiosidades? Como  é usual nos livros da autora para além dos excertos dos contos da fadas no inicio de cada capitulo a escritora incluí sempre nos seus romances uma personagem canina, neste caso, temos o Sir Mouse, o fiel companheiro de Lady Melisande.


quinta-feira, 25 de abril de 2013

"Amor e Enganos", Julia Quinn



Ficha técnica de: Amor e Enganos

Titulo original: An Offer From a Gentleman
Autor: Julia Quinn
Data da Publicação: 04/2013
Editora: ASA
IBSN: 978989232060
Páginas: 3842
PVP (em euros): 16,90 




"Sophie Beckett tinha um plano ousado: fugir de casa para ir ao famoso baile de máscaras de Lady Bridgerton. Apesar de ser filha de um conde, ela viu todos os privilégios a que estava habituada serem-lhe negados pela madrasta, que a relegou para o papel de criada. Mas na noite da festa, a sorte está do seu lado. Sophie não só consegue infiltrar-se no baile como conhece o seu Príncipe Encantado. Depois de tanto infortúnio, ao rodopiar nos braços fortes do encantador Benedict Bridgerton, ela sente-se de novo como uma rainha. Infelizmente, todos os encantamentos têm um fim, e o seu tem hora marcada: a meia-noite. Desde essa noite mágica, também Benedict se rendeu à paixão. O jovem ficou até imune aos encantos das outras mulheres, exceção feita… talvez… aos de uma certa criada, que ele galantemente salva de uma situação desagradável. Benedict tinha jurado tudo fazer para encontrar e casar com a misteriosa donzela do baile, mas esta criada arrebatadora fá-lo vacilar. Ele está perante a decisão mais importante da sua vida. Tem de escolher entre a realidade e o sonho, entre o que os seus olhos veem e o que o seu coração sente. Ou talvez não..."




Este é o terceiro livro da serie Bridgertons e neles somos convidados a conhecer a história de mais um dos oito irmãos, neste caso, o número dois da família, Benedict.

A escrita? Para quem conhece a restantes obras da autora, nada diferente temos neste livro em relação à escrita, continua a ser simples, humorística e cativante, permitindo uma leitura agradável e rápida.

O enredo? Aqui está uma novidade para mim, a autora desta vez presenteou-nos com uma nova faceta ao inspirar-se no famoso conto de fadas “A Cinderela”, no principio  temos realmente parecenças bastante elevadas com o clássico, mas isso dura pouco tempo e somos de novo confrontados com um novo rumo que nos cativa a cada página que folheamos. Também senti que neste livro o humor está mais diluído e que desta vez não somos tão fortemente brindados com o habitual brilhante humor da autora, no entanto, este é dos três livros que li, o mais emotivo, o que joga mais com os sentimentos, com o romantismo e o amor, com a importância da família e com as diferenças sociais.

As personagens? Benedict, para não variar, a par com o irmão Colin são os irmãos mais cobiçados, da época, pelas jovens casadoiras. Ao contrário dos outros irmãos Benedict é mais calmo e o mais romântico, não deixando de ser o um verdadeiro Bridgertons com a sua teimosia e o seu sentido de honra. Sophie, neste caso, é uma jovem marcada pelo estatuto do seu nascimento, é a filha bastarda de um conde que nunca foi reconhecida que viveu a grande maioria da sua adolescência como escrava da madrasta, contudo estas adversidades apenas fizeram acentuar a sua coragem, integridade e o seu sentido de sobrevivência. O desenrolar do romance destas duas personagem é lento, recheado de muito romantismo e paixão, com muita emotividade à mistura e uma sensualidade subtil. Bom não podia esquecer de referir a maravilhosa família Bridgertons que está sempre presente para nos proporcionar verdadeiros de momentos de pura descontracção, Violet (a mãe dos Bridgertons) continua a surpreender com as suas saídas e perspicácia. Não podia esquecer de mencionar o toque da famosa cronista Lady Whistledown que está sempre em cima do acontecimento aguçando-nos o apetite e deixando-nos com imensa curiosidade de saber a sua real identidade.

Conclusão? Dos que li não é o meu preferido da serie mas é verdadeiramente encantador fazendo-me mesmo acabar com abstinência de leituras relâmpago (li-o em cinco horas). A escritora continua a cativar-me com esta serie e a sua família peculiar, estou desejosa de ler o próximo. 

Curiosidades? Dêem só uma vista de olhos a esta árvore genealogia e imaginem o que os espera se lerem a serie.


sábado, 19 de janeiro de 2013

"Rosas", Leila Meacham



Ficha técnica de: Rosas
Titulo original: Roses
Autor: Leila Meacham
Data da Publicação: 10/2010
Editora: Quinta Essência
IBSN: 9789898228376
Páginas: 582
PVP (em euros): 17,90

“Uma saga épica de segredos, lutas de poder e paixões proibidas.

Abarcando grande parte do século XX, "Rosas" conta a história das poderosas famílias fundadoras da cidade de Howbutker, no Texas, e de como as suas histórias permaneceram entrelaçadas ao longo de três gerações.
Quando Mary Toliver, de dezasseis anos, herda do pai a plantação de algodão, surgem as primeiras sementes da discórdia. Ao tornar-se a nova dona de Somerset, Mary trai a mãe, Darla, e o irmão, Miles, e a dinastia Toliver nunca mais recupera.
E quando Mary e o magnata da madeira, Percy Warwick, decidem não casar, embora loucamente apaixonados, esta decisão irá ter consequências tristes e trágicas, não só para eles, mas para as futuras gerações das suas famílias.
Com desenvoltura e mestria, na tradição clássica de "Pássaros Feridos" e ao estilo de "E Tudo o Vento Levou", Leila Meacham oferece-nos um épico de três intrigantes gerações. Uma comovente história de amor, de luta e de sacrifícios com a nostalgia de um tempo em que a honra e as boas maneiras eram sempre a regra. Um livro para estimar e ler uma e outra vez.” 



Antes mais, quero agradecer à Catarina do Blogue Páginas Encadernadas, o empréstimo deste livro, já há muito tempo que não lia um livro que me conseguisse comover tanto como este, é verdadeiramente encantador.

A escrita? É simples, fluída, cativante e envolvente. 

O enredo? O livro é divido por quatro partes e em cada uma das partes permite-nos acompanhar a evolução três gerações. São três as personagens que narram grande maioria da acção, primeiro Mary, depois Percy e por fim Rachel. É um livro profundo, tocante, comovente, que deixa os mais sensíveis com uma lágrima ao canto do olho. É uma história de amizade pura, de paixão, de amor, de sacrifício  de perdão, de inveja, de vingança e com muitos segredos e maldições à mistura. Adorei a narrativa de Mary e Percy, as suas histórias e como elas se entrelaçam. A parte de Rachel para mim é a mais fraca e menos tocante mas não deixa de ter o charme lançado pelos homens da família Warwick. As descrições do passado são soberbas, situalizando bem a acção, focando os pontos da história universal de uma forma subtil e sem ser maçadora.  

As personagens? Adorei cada uma delas, especialmente os homens da família Warwick, Percy e Matt são aquelas personagens masculinas que não deixam nenhum leitor indiferente ao seu encanto. Mary, ao contrario de muitas mulheres da época é uma mulher de armas, que sabe o que quer e que luta afincadamente por aquilo que acredita. Percy não é só charmoso, bonito e forte, é uma personagem bastante cativante, paciente, honrado, inteligente e apaixonado. Apesar de a história de amor entre Percy e Mary ter um gosto agridoce, não deixa de ser verdadeiramente apaixonante e mostrar que os erros do passado influenciam as acções do futuro. Rachel é a suposta herdeira de Mary, uma mulher moderna e inteligente. Matt é neto do avô, partilha a mesma paixão, a mesma força interior e a mesma vontade de alcançar o coração da pessoa amada.

Conclusão? Li-o emprestado mas quero-o na minha estante para voltar a reler! É um romance intenso, profundo, tocante, com uma narrativa e personagens cativantes. Para mim uma das melhores leituras deste ano, completamente arrebatador!

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

"Na Noite", Kathryn Smith



Ficha técnica de: Na Noite
Titulo original: In The Night
Autor: Kathryn Smith
Editora: Livros d’ Hoje
Data da 1ª Edição: 09/2012
IBSN: 9789722049122
Páginas: 392
PVP (em euros): 15,40



“Wynthrope Ryland é um experiente ladrão que usa o seu charme junto de mulheres bonitas e com posses para conseguir os seus bens valiosos. No entanto, essa vida de crime não é a que deseja para si e, quando jurou deixá-la, eis que tem de cometer um último crime para proteger a carreira e a família do seu irmão North. Moira Tyndale, uma imponente viscondessa, é o seu último alvo. Porém, quando o descobre já uma profunda ligação os une. Wyn percebe que não pode mais ignorar a sua paixão. Deve proteger os seus segredos e o seu passado, mas não pode protegê-la de si mesmo. Como pode ele escolher entre o desejo do seu coração e a segurança do seu irmão?.”



Romances históricos deste género são a minha leitura da eleição para descontrair, portanto, mal coloquei os olhos nesta capa e li a sinopse, soube logo que o tinha de ler. Este livro faz parte da serie dos Irmãos Ryland e é o primeiro a ser editado em Portugal, no entanto, é o 4º volume dos cinco da serie.

A escrita? É bastante simples mas não diria fluida, tive alguma dificuldade para assimilar o modo de escrita. Não li a obra na língua original e por isso não sei se será erro de tradução ou se será mesmo a forma de escrever da autora, mas achei que, em especial, nos primeiros capítulos existe um abuso do uso de pronomes, tanto os pessoais como os possessivos (ele,ele; dele,dela).

O enredo? Para além da capa foi a sinopse que me aguçou o interesse, a premissa de a personagem masculina ser um ladrão foi bastante apelativa, já que, o habitual destes romances é serem todos fabulosos duques, viscondes, lordes, etc.. Por esse motivo esperava encontrar um romance mais arrojado e com menos clichés, o que realmente não aconteceu, o enredo acabou por não me cativar.  A acção é lenta e até sensivelmente a metade do livro o enredo nem ata nem desata e só a partir dessa altura é que ela se começa a evoluir favoravelmente.

As personagens? Moira é a nossa típica personagem feminina, apesar de casada à alguns anos, é virgem e tímida. É uma personagem inconstante, num momento é muito corajosa e noutro não sabe como há-de agir. O galã deste livro é Wynthrope, que para não variar, é um sedutor nato, com um passado conturbado e misterioso.
Fiquei muito curiosa em relação aos irmãos Ryland e adorei algumas das  algumas das cenas onde todos interagem.
 
A Conclusão? Apesar de não ter sido uma leitura muito cativante mesmo assim acabou por me espicaçar o interesse para ler um dos próximos livros e em especial se esse for o do irmão mais velho, o Braham.

Curiosidades? Kathryn's Simth escreve sob vários pseudónimos e vários géneros literários.
 Kady Cross Kate Cross Kate Locke,  são os seus pseudónimos e através dele podemos apreciar desde fantasia urbana  a literatura juvenil. 






quinta-feira, 8 de novembro de 2012

"O Sedutor", Madeline Hunter



Ficha técnica de: O Sedutor
Titulo original: The Seducer
Autor: Madeline Hunter
Data da Publicação: 10/2012
Editora: ASA
IBSN: 9789720044297
Páginas: 368
PVP (em euros): 16,90

"Diane Albret é órfã e passou a maior parte da sua vida num colégio interno. Sem mais família, está habituada a receber apenas uma visita: Daniel St. John, o seu irresistível tutor. Ao longo do tempo, ele visitou-a sempre uma vez por ano. Mas o seu mais recente encontro reserva-lhe uma surpresa: Daniel esperava encontrar uma menina e Diane é já uma bela e carismática mulher. Ele aceita retirá-la da clausura do colégio e levá-la consigo para Londres. Porém, ambos têm planos que preferem manter em segredo. Diane está decidida a descobrir o que se passou com a sua família, que nunca chegou a conhecer. Só Daniel pode revelar o que ela tanto deseja saber, mas ele tudo fará para que o passado permaneça secreto, pois os seus efeitos representam uma ameaça fatal para a vida de ambos. Por seu lado, Daniel está subtilmente a usar a inocência da sua protegida para uma vingança que planeia há mais de uma década. Mas a crescente proximidade entre ambos ameaça dificultar-lhes os planos e, pouco a pouco, eles apercebem-se de que têm mais em comum do que julgavam. Poderá um novo amor triunfar sobre ódios antigos?"


 

Madeline Hunter, é uma das minhas autoras preferidas para romances deste género, portanto, foi com grande expectativa que iniciei esta leitura mas, confesso que esperava que fosse melhor.

A escrita? Continua a ser de fácil leitura, nada de muito complicada mas sempre com um toque da linguagem utilizada na época.

As personagens? A protagonista feminina é Diane, uma jovem, que viveu até ao seus 20 anos num colégio interno, sem família e apenas visitada de tempos a tempos por um tutor.  Motivada pela ausência de informações sobre o seu passado e a sua família consegue criar um esquema para motivar a visita do seu tutor de forma a conseguir deixar o colégio. Apesar de ter crescido numa redoma e por isso ser ligeiramente ingénua, é extremamente perspicaz e inteligente.  Daniel St. Jonh, é o Homem do Diabo, o tutor de Diane. É um homem intrigante e sedutor, que conseguiu a sua imensa fortuna e uma posição relativamente considerável na sociedade, bastante jovem e através de certos esquemas que são revelados no decorrer da leitura. O seu passado obscuro e o mistério que o envolve  vão servir de base para a relação de ambos e cada um terá de aprender a ultrapassar o seu passado e a confiar um no outro.

O enredo? Temos algumas referências aos problemas enfrentados na época, como a guerra Napoleónica, a fome, os distúrbios que ocorriam em Londres e o enfraquecimento da aristocracia. O enigma que envolve as diversas personagens: como todas se conhecem? Qual a ligação entre cada uma? O porquê da necessidade de vingança? – tudo isto serve de propulsor à leitura. Existem cenas bem marotas mas bastante sublimes e adornadas de uma linguagem discreta. 

Conclusão? Porque é que desta vez não fiquei tão rendida, como habitualmente? Sou romântica e por isso esperava uma interessam diferente entre os apaixonados, faltou-lhe um certo toque de paixão, de dialogo entre ambos, muitos dos momentos são narrados posteriormente por um dos intervenientes e apenas ficamos a saber a sua “versão” deixando-nos a ponderar no resto.

O bom? Deixou-me bastante cativada pela ler o restantes livros da serie! Fiquei bastante curiosa com certas personagens, desde a Condessa Penélope e seu  irmão Vergil Duclairc, bem como, o subtil advogado Hampton. Pelo que já pesquisei (se a editora resolver manter a ordem certa) o próximo livro pertence ao Vergil. 



domingo, 28 de outubro de 2012

" A Outra Rainha", Philippa Gregory

Ficha técnica de: A Outra Raínha
Titulo original: The Other Queen
Autor: Philippa Gregory
Data da Publicação: 02/2009
Editora: Civilização Editora
IBSN: 9789722627702
Páginas: 475
PVP (em euros): 17,90

"Com a sua característica combinação de magnífica narrativa com um contexto histórico autêntico, Philippa Gregory dá vida a esta época de grandes mudanças, numa fascinante história de traição, lealdade, política e paixão.
Maria Stuart, Rainha dos Escoceses, está em prisão domiciliária em casa de Bess de Hardwick, recém-casada com o Conde de Shrewsbury, mas continua a lutar para recuperar o seu reino.
Maria é Rainha da Escócia mas foi forçada a abandonar o seu país e a refugiar-se na Inglaterra, governada pela sua prima Isabel. Nesta época, a Inglaterra é um país com um protestantismo mal alicerçado, pressionado pelo poder da Espanha, da França e de Roma, e a presença de uma carismática governante católica pode ser perigosa. Cecil, o conselheiro-mor da Rainha Isabel, concebe então um plano para que Maria viva enclausurada com a sua cúmplice, Bess de Hardwick. Bess é uma mulher empreendedora, uma sobrevivente perspicaz, recém-casada com o Conde de Shrewsbury (o seu quarto marido). Mas que casamento resiste aos encantos de Maria? Ou à ameaça de rebelião que a acompanha a todo o momento? No seu cativeiro privilegiado, Maria tem de aguardar pelo regresso à Escócia e pelo reencontro com o seu filho. Mas esperar não significa nada fazer!"




Obrigado à Nídia do Blog Dark-Tales pelo o empréstimo do livro que me proporcionou a minha estreia com a autora.

Confesso que estava um pouco renitente quando iniciei esta leitura e não sabia bem o que esperar, apesar de ter lido críticas fantásticas sobre os seus livros. No entanto, ultimamente como costumo ser do contra iniciei esta leitura de pé atrás mas, desta vez as minhas expectativas foram superadas e acabei mesmo por gostar da escrita da autora.

O enredo? É daqueles livros um pouco irritantes, que anda em círculos, já que as personagens dão um passo em frente e andam dois para trás, num momento esperamos que seja tudo ultrapassado como depois fica tudo na mesma ou ainda pior. 

As personagens? São três das personagens que narram os acontecimentos. Maria Stuart, a rainha dos Escoceses, realmente foi muito persistente com a sua luta para tentar sair de cativeiro e a acção gira praticamente em torno das suas decisões. Também é na sua parte narrativa que encontramos os pontos mais cansativos de toda a leitura, uma vez que, é extremamente repetitiva nas suas divagações. Bess Talbot, condessa de Shrewsbury, cria sensações dúbias no leitor, por um lado somos capazes de detestar as suas atitudes, como de repente, a vimos como uma mulher extremamente inteligente, segura de si e muito independente. George Talbot, o conde de Shrewsbury, é um homem com um sentido de honra impressionante mas muito pouco perspicaz, bastante influenciável e no fim acabamos por concordar com a esposa quando o retracta como “um tolo”.

Achei o final bastante apressado, depois de tanto pára e arranca durante todo livro, esperava um final mais abrangente.
  

Retratos de algumas das personagens do livro.


Um vídeo com a autora a falar do livro.